terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Globo corta Edir Macedo da transmissão da posse de Dilma

Sinistros acordos levaram ao apoio escancarado da Igreja Universal, e mais discreto da Rede Record, à eleição de Dilma Roussef. Naturalmente, sou a favor dessas coisas, é o tipo de situação que faz o mundo parecer um jogo de intrigas tão fascinante e grosseiro como os seriados policiais dos anos 70.

Mais divertido ainda é a Globo pensar que ainda pode ditar o conteúdo visto pelas massas, como fazia antigamente. Na posse, no momento dos cumprimentos à nova presidente, estavam no fim da fila o Bispo Macedo e seus fiéis executivos televisivos. Se a Globo pelo menos quisesse disfarçar, cortava a transmissão antes dessa parte da cerimônia, mas... cortou bem no meio, antes de aparecerem no vídeo os executivos da Record, e depois que apareceu o representante da Igreja Católica (deve ser um cara importante para quem liga para isso, mas da minha parte só reconheci por ser um gordinho de saia preta e chapéu vermelho).

Não tinha nenhum executivo da Globo na fila dos cumprimentos. Mas o Macedão foi o único que não se deslocou até a Dilma, e sim, a Dilma foi até ele. Moral total. Vi com meus olhos, mas segue o link da notícia no final, para quem não acredita que profissionais éticos e probos como Ali Kamel e a família Marinho sejam capazes de promover tal tentativa tosca de manipulação.

Fazer uma enquete sobre o que é pior, a associação Globo/Católicos, ou Record/Igreja Universal, é de dar medo. Mas dava um bom filme "B".