sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Que formato merda!

Umas belas dumas bostas as entrevistas com os candidatos à presidência no Jornal Nacional e, dessa vez, não por culpa do semblante assustador de todos eles. A cagada foi um formato de entrevista de 12 minutos que mais parecia inspirado no Twitter. Não houve uma única fala que não fosse interrompida pelo casal-addams Bonner & Fátima, ou mesmo uma única vez que um candidato conseguisse completar um raciocínio com o mínimo de respeito e serenidade - pelo candidato e pelo público. Houvesse pelo menos alguma sinceridade nos entrevistadores, poderia ao menos ter sido mais engraçado que deprimente:

- "Desculpe, candidato, mas agora é a vez dos anunciantes. Cale a boca porque agora entra o comercial de carro coreano"

ou

- "Vai logo senão atrasa a novela"

ou ainda

- " You message is too long. Maximum 140 characters only"

Não vou linkar essas merdas. Quem quiser que procure essa bosta na net. Ainda vale citar o candidato das sofridas massas proletárias, o bacaníssimo Plínio de Arruda Sampaio, cujo senso de ironia - que exala do total descomprometimento com a vitória - rende as melhores passagens. A Globo não foi besta e, ao contrário dos demais, com ele fez a entrevista gravada. Já se devia prever o óbvio: a primeira lapada foi contra a própria Rede Globo, que só lhe concedeu três minutos.

Ao menos Marília Gabriela voltou ao ar e continua fazendo entrevistas com a mesma classe fasanística de sempre. Um alívio em meio à mediocridade que impera no eterno febeapá. Claro que, como se trata do SBT, nada pode ser totalmente classudo e já teve um barraco com a Warner pelo pagamento dos direitos da música de abertura. Mesmo assim, aceito.