domingo, 31 de janeiro de 2010

Boris...traga-me ratos.

Nosso leitor Zé atendeu ao chamado dos bravos e trouxe conteúdo ao Buldozer. Surpreendentemente bom, por sinal. Está convidado para a equipe fixa, camarada. Aguardo seu e-mail.

Aos leitores, esclarecemos que o texto abaixo é uma obra de pura ficção. Não acreditamos que o protagonista, na vida real, goste de prostitutas, ou qualquer mulher. Nem que tenha fibra o suficiente para atos de cropofagia.

O velho Boris Casoy olhava enojado para baixo, aquela manicure pobre, vinda da periferia, lhe fazendo as unhas dos pés. Fazia esforço para não vomitar, imaginando a ralé, aquela sujeira, aquele modo de vida precário. Procurava se distrair pensando em coisas boas, na garrafa de Bourdeaux que tomou acompanhado daquelas prostitutas francesas... brancas, de olhos azuis como os mares gregos, a pomposa Europa, ah, a Europa! Mas esse sonho fora interrompido.

- O sinhô tá com uma unhinha encravada aqui, eu vô tirá, tá?

Se controlando para não esbofetar a pobre mulher, respondendo com o menor desdém possível:

- Trate de tirar o mais rápido possível e termine logo isso!

A vontade era de espancar a mulher e fazê-la beber sua urina e comer suas fezes. Sim, é isso o que a ralé merece da elite branca, do topo da sociedade. Mas a sua reputação estava um tanto abalada, havia dito algo que não devia na televisão, e precisaria passar algum tempo comportado até o povo esquecer de tudo, como sempre.

Ao término do serviço, a moça, humildemente, diz:

- Sinhô Boris, são 10 Real o serviço, mas num precisa pagá, não. O sinhô sempre defende os pobre na tevê.

Uma mulher alheia aos acontecimentos, Boris imaginava se haviam mais pessoas que não sabiam de nada, mas resolveu sair logo daquela situação ojerizante.

- Se não vai cobrar nada, então sai daqui que vou apresentar programa daqui a pouco!

A mulher saiu meio assustada, aos gritos do velho. Boris então chamou um dos estagiários do camarim.

- Você, moleque, cadê as manicures da elite?
- Senhor Boris, não havia nenhuma disponível, sei como o senhor odeia apresentar o programa com as unhas compridas, então tratei de arrumar uma o mais rápido possível.
- ... ah, é? Está certo, está certo... Que seja... Não há problemas, então. Volte pro que estava fazendo.

Boris liga para seu assessor.

- Fabiano, que merda esses estagiários estão fazendo? Me colocando em contato com pobre?
- Olhe, seu Boris...
- Porra! Eu quero demitir esse estagiário!
- ... pois não. Só dizer o nome dele.
- E eu lá sei nome de gentalha, porra? Se for pra ser assim, demite logo todo mundo que ele vai no meio. De pobre a gente não tem pena.
- ... pois, não, senhor. A demissão está a caminho.

Mais tranquilo, Boris observava no espelho o seu rosto coberto de quilos de maquiagem, estava cada vez mais difícil e penoso esconder a feiura, mas a elite branca não pode aparecer feia. Isso seria um ultraje, uma contradição à superioridade da elite. A preocupação de Boris é interrompida pela secretária que bate à porta.

- Que foi? Não vê que estou ocupado?
- Senhor Boris, há uma dupla de sujeitos querendo vê-los, mas eles são tão... "mal-encarados".
- Dupla de sujeitos mal-encarados? Ah, só podem ser os capangas daquele filho da puta! Vieram trazer a propina. Sorte dele, as eleições estão aí e eu já tinha preparado um discurso pra fuder aquele pilantra todinho. Parece que vou ter que rabiscar uns elogios aqui... Porra, logo antes do programa começar! Manda logo eles entrarem, tô sem tempo!

De cabeça baixa, rabiscando falsos elogios, nem percebe a entrada dos sujeitos.

- Senhor Boris...
- Tô sem tempo, seus merdas! Deixem o dinheiro aí e vão embora! E é bom que esteja certinho, senão o chefe de vocês vai ter que chupar pica de vereador pra se sustentar.
- Não viemos aqui para isso.

Boris se vira enfurecido, não por ter seu dinheiro negado, mas por ter sua vontade contrariada pela ralé. No entanto, se espanta. Ambos os sujeitos estão vestidos de laranja, em uma espécie de uniforme público. O primeiro tinha altura média, corpo muito magro, estilo anoréxico, traços femininos grotescos, cabelo comprido mal penteado e fumava um cigarro Charm. Sua farda estava cortada de forma a parecer um biquini e um shortinho. O segundo era um negão com traços femininos mais grotescos ainda, sua calça estava intacta, mas a parte superior da farda exibia um tórax forte e peludo, ainda assim brilhoso. O negão possuía pouco mais de 2 metros de altura, braços musculosos e carregava uma enorme mala. O menor tomou a palavra:

- Seu Boris, a gente somos garis lá do porto, e veio desejar um feliz ano novo pessoalmente pro senhor. Abre a maleta, Princesa! Tira os brinquedinhos, boba!

Boris grita:

- O que está acontecendo aqui? Seguranças!

- Agarra ele, Princesa! Tranquiliza o velhinho!

Princesa, com seus braços musculosos, não tem dificuldade em imobilizar Boris e injetar nele uma espécie de paralisante.

- Eu ainda não me apresentei, gato. Meu nome é Stephanie e minha amiga é a Princesa. A gente somos muito fã do senhor e ficamos muito felizes de ver como o senhor gosta da gente. Então, viemo retribuir esse amor. Não te preocupa, essa injeção vai só te paralisar, ainda vai dar pra sentir nosso amor todinho.

Princesa tira uma enorme vassoura da maleta.

- Ai, Stephanie, eu vou testar em mim, primeiro. Ahhhhh...
- Que isso, boba. Assim vai sujar tudo de merda.
- E não é melhor assim?
- Tem razão.

o cabo da vassoura estava repleto de fezes pútridas e polpudas.

- Agora prova um pouco, vovô... Isso... Bem no fundo. Nossa que apetite! Olha só, Princesa! Ele tá lagrimando! Deve estar chorando de felicidade! Vamos dar mais amor pra ele!

Enquanto Princesa preparava uma nova porção do que chamava de "palitinho de chocolate", Stephanie se agarrava com Boris, agora nu, pressionando-lhe com força os testículos.

- Esse troço não endurece, não? Ô, cozinheira! Prepara logo teu aperitivo e traz um Cialis aqui.

Depois de mais um suculento palitinho de chocolate (dessa vez, indo bem mais no fundo, quase na boca do estômago), Princesa resolve surrar o velho com sua vassoura.

- Não, Princesa! Depois! Cadê o Cialis?
- Já dei pro velho.
- E demora assim? Esse daí tá caidaço, mesmo!

As duas desabam na risada, até que o remédio finalmente surte efeito.

- Agora, pega a Mocréia!

Os olhos do Boris tremulavam de medo.

- Calma, fofo. Mocréia é a nossa moréia. Dentes bem afiados, aquele choque bem gostoso, foi pega lá no interior do Amazonas, dessas que só um caboclo Josemar se garante pegar. Princesa! Bota a Mocréia pra mamar no pintinho do velho, bota.

- Ai, Stephanie, será que é uma boa idéia? Faz 3 dias que a Mocréia não come.

- Vamo ver, né, santa!

Mocréia e Boris rapidamente ganharam intimidade, com a boca gelatinosa e afiada do peixe rasgando pouco a pouco o pênis do velho, cada mordida acompanhada de um leve esguichar de sangue.

- Steph, o programa tá pra começar!

- Ai, sim. Vamo apressar, santa. Dá uma alargadinha nele, dá.

Princesa tira o pênis pra fora, revelando ter 18cm. Utiliza todo o seu estilo bruto para dar uma poderosa encarcada em Boris, o que dura singelos cinco minutos. O velho praticamente suspirava de alívio, quando Stephanie interviu.

- Não ia ser tão mole assim, né, gato?

Stephanie tira seu pênis para fora, revelando ter 29cm, fora vários acúleos conseguidos após uma longa sessão de body modifying. Pelos acúleos escorriam vários fluidos internos do pênis da moça.

- Vovô, olha só a aids fluindo pra fora, tem pra dar e vender. Mas prefiro dar. Vira de costas!

Por dez minutos, Stephanie fez o seu serviço, rasgando totalmente o ânus do velho, depositando cada molécula do virus da aids. Enquanto isso, Princesa tirava fotos e castigava Boris com um chicote sado-masô de cinco pontas.

Um assessor de Boris vem chamá-lo para o programa e encontra a cena. Stephanie toma a palavra.

- Que foi, meu amor? Você não deve questionar o gosto sexual do senhor Boris. Ele sempre gostou disso, e hoje em dia é super normal.

- Exatamente, ele nos pagou inúmeras vezes para virmos fazer isso com ele. O que vocês vão fazer?

O maior alvoroço ocorreu pelo estúdio, um aproveitador repórter freelancer aproximou-se das garis.

- Venham cá, er... "moças". Quer dizer que o Boris Casoy curte essas coisas?
- Sim, amor. Quer umas fotinhas pro seu jornal? Princesa, dá as fotos pra ele!
- Porra, vai dar uma manchete e tanto!

A Globo e a Record não perdoaram, ao retratar a Band como um antro de putaria. Acuada, a emissora demitiu Boris Casoy e nenhuma outra queria contratar alguém tão doente quanto ele. Perdeu casa e foi abandonado pela família, amargurando de aids pelas ruas, dormindo embaixo de um viaduto. Seu corpo morto foi encontrado na noite de ano-novo, por dois garis.

- Olha esse defunto, aqui.
- Que barbaridade, isso é uma vergonha.
- Bora botar ele no caminhão, melhor que apodrecer por aí.
- É, quero ir logo pra casa. Tenho minha família e ceia me esperando.
- Eu também! Feliz ano novo!
- Feliz ano novo pra você também!