quinta-feira, 18 de junho de 2009

STF derruba exigência de diploma para o exercício do jornalismo

Cozinheiro à altura do jornalismo brasileiro

O argumento mais contundente foi o de que a profissão de jornalismo seria análoga à culinária e ao corte e costura, que, segundo o argumento, bem podem ser exercidas por portadores de formação superior em tais áreas, mas não necessariamente.

Da minha parte, entendo que tal comparação é um grande desrespeito. As profissões de costureira e cozinheira são portadoras de grande dignidade, exigem uma formação efetivamente especializada, ainda que não formal, e parece-me uma profunda injustiça que profissionais tão úteis e preparados sejam comparados a reles jornalistas.

Também acho injusto afirmar que as profissões de cozinheiro e costureiro não têm impacto decisivo na vida humana. Jornalistas tudo bem, ninguém acredita mais no que eles escrevem mesmo, então tanto faz. Mas uma refeição preparada de forma inadequada pode conduzir um cidadão à UTI, uma roupa defeituosa ou inadequada pode expor seu usuário ao ridículo.

Dessa forma, sou a favor de que a sociedade civil organizada, de forma pacífica e democrática, cobre de nossas autoridades um maior respeito com a culinária e com o corte e costura.