quarta-feira, 17 de junho de 2009

FECHARAM O MIRANTE EMO

Resolveram tentar estancar a onda de suicidas que se atiravam do parapeito do shopping Pátio Brasil (Brasília), com tapumes (foto), e com a promessa de colocar vidro temperado (uma continha de três milhões que, aposto, vão adiar ao máximo). É difícil julgar se isso é uma boa ou não.

O que sempre me encafifou é "por que, exatamente, ali?", se há tantos outros lugares com o mesmo tipo de parapeito e altura. Se for, simplesmente, por ser movimentado e chamar a atenção, acho que há outros lugares também. Infelizmente, quem poderia responder essa pergunta encontra-se impossibilitado de opinar. Ainda assim eu arriscaria um palpite: moda.

Isso aí, imitação mesmo. É uma atitude inconsciente humana, básica, de criar estereótipos e convenções - e neles se encaixar - mesmo nas situações mais extremas. Afinal, o que é mais extremo que um suicídio?

Pode ser também culpa da imensa quantidade de adolescentes EMO que frequenta o local. Essa escória, além de inspirar a tristeza imediata somente com seu visual mimado e degradante, cultua o baixo-astral, a cara-de-quem-comeu-e-não-gostou e o mimimi como filosofia e modo de vida. Acho que a soma de todos esses fatores de degradação resulta na emissão de uma terrível energia negativa que permeia o ambiente do shopping, urucubaca extremamente perniciosa para as pessoas, especialmente as mais sensíveis ou deprimidas.

Deixei passar alguma hipótese mais razoável? Respostas no Rolo Compressor, se é que alguém ainda se dá ao trabalho de ler isso aqui, já que os posts evoluíram de bimestrais para semestrais.