quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Notícias bizarras - ESTUDANTE PROCESSA PREFEITURA POR NÃO TER BEIJADO NINGUÉM EM MICARETA NO INTERIOR DO ACRE

Revoltado por não ter conseguido beijar ninguém em um carnaval fora de época promovido pela Prefeitura de Guararapes do Norte (230 km de Rio Branco - Acre) no último mês de maio, o estudante universitário J. C. A. ajuizou uma ação judicial bastante inusitada. Ele foi à Justiça pedir indenização porque "zerou" na micareta.

JCA pediu indenização por danos morais, alegando que "após quase dez horas de curtição e bebedeira não havia conquistado a atenção de sequer uma das muitas jovens que corriam atrás de um trio elétrico". Ainda segundo o autor, que diagnosticou na falta de organização da Prefeitura a causa de sua queixa, todos os seus amigos saíram da festa com histórias para contar.

Em sua contestação, a Prefeitura de Guararapes do Norte ponderou tratar-se de "demanda inédita, sem qualquer presunção legal possível", porque não caberia a ela qualquer responsabilidade no sentido de "aliciar membros da festividade para a prática de atos lascivos, tanto mais por se tratar de comemoração de caráter familiar, na qual, se houve casos de envolvimento sexual entre os integrantes, estes ocorreram nas penumbras das ladeiras e nas encostas de casarões abandonados, quando não dentro dos mesmos, mas sempre às escondidas".

Apesar da aparente inconsistência da demanda judicial, por seus próprios méritos a ação ainda ganhou força antes de virar objeto de chacota dos moradores da cidade, em virtude do teor da réplica apresentada pelo autor, que contou com um parecer desenvolvido pelo doutrinador local Juvêncio de Farias, asseverando que "sendo objetiva a responsabilidade do Estado, mesmo que este não pudesse interferir na lascívia dos que festejavam, o estudante jamais poderia ter saído tão amuado de um evento público".

Ao autor da demanda, no entanto, como resultado de uma "aventura jurídica" que já entrou para o folclore do município, não restaram apenas consequências nocivas. Afinal, em que pese a sentença que deu cabo ao processo ter julgado a demanda totalmente improcedente, o estudante se saiu vitorioso após ter arranjado como namorada uma funcionária do setor de aconselhamento psicológico do município, que passou a freqüentar por indicação do próprio magistrado responsável pelo encaminhamento do caso.

Segundo a própria Municipalidade, tal acontecimento afetivo ocorreu sem nenhuma participação do Estado.
De Rodrigo Amaral Paula de Méo, da Gazeta Jurídica de Piracema Branca do Norte

Bem, para quem achar que é piada, clique aqui para ler a notícia na fonte.

Algumas considerações:

1) Na contracorrente do senso comum, acho absolutamente louvável a atitude do rapaz. Existe toda uma propaganda - pelo visto enganosa, mas espero que não - aqui no sul-maravilha de que as mulheres da floresta amazônica são fibra pura, tão ali para o que der e vier, topam tudo, mandam brasa sem frescura e é isso aí. Se o camarada entrou na micareta nesse espírito e foi frustrado, acho que seria sim dever do Estado indenizá-lo.

2) A Prefeitura está de conversa mole, micareta não é nem nunca foi festa de família, é espaço para pegação e fodelança, ali ninguém é de ninguém, todo mundo é de todo mundo e salve-se quem puder porque o pau come solto. Família passa longe e ainda faz o sinal da cruz quando vê a turba avançando sob aquele som vindo daqueles carros de som, que mais se parecem uns abre-alas do inferno conduzindo uma orgia romana.

3) Acho que se o rapaz já conseguiu dar pelo menos um fatality com tudo o que tem direito na psicóloga salvação que encontrou, então já tá valendo e a demanda pode ser dada por encerrada: o guri já foi mais que indenizado por uma legítima mulher amazônica, guerreira e raçuda.

4)"PODE VIR FORTE QUE EU SOU DO NORTE", essa frase que coletei de uma legítima roraimense - cuja identidade preservo porque se faz de santa aqui no sul-maravilha - é a minha homenagem a todas as mulheres do norte que tem fibra e fazem jus à sua maravilhosa fama de mandar muito e mandar bem!