quarta-feira, 30 de novembro de 2005

O POÇO NÃO TEM FUNDO - Daspu, a grife das prostitutas cariocas



FONTE: Isto é Online


O mercado da moda está prestes a ganhar uma grife idealizada e dirigida por estilistas que ganham a vida desfilando nas ruas do Rio de Janeiro – para vender o próprio corpo. São as prostitutas cariocas que, reunidas em associação, passarão a confeccionar e comercializar roupas de festa, figurinos básicos e o que chamam de modelitos de “batalha” – saias, vestidos e blusas ideais para exercer a mais antiga profissão. “Serão roupas insinuantes, sensuais, mas sem vulgaridade. Queremos resgatar a elegância das meninas do passado”, planeja Gabriela Leite, prostituta fora da ativa que dirige a Ong Davida e defende os direitos das colegas. A originalidade da idéia já bastaria para chamar a atenção, mas o nome escolhido para a empresa não poderia ser mais polêmico. Inspirado na famosa Daslu – batizada assim por pertencer a duas Lúcias – a nova grife, que começa a lançar moda em fevereiro, se chama Daspu, numa referência direta à ocupação das proprietárias. “Não sei se o pessoal da Daslu vai gostar”, ironiza Gabriela. Parte do lucro será utilizada para financiar os projetos da ONG, como as atividades de prevenção à Aids e a outras doenças. O objetivo é que as peças da Daspu sejam usadas não só pelas prostitutas, mas pelo público. “Penso em saias curtas, mas não só isso. Também vamos desenhar algumas saias compridas com fendas, algo mais insinuante”, explica Gabriela. Roupas transparentes, nem pensar. “Isso é coisa de travesti”, descarta ela.

Quando eu li essa notícia eu pensei: deve ser mais um boato do Cocadaboa. Resolvi, então, dar uma investigada pela net, mas acabei descobrindo que a notícia é séria mesmo! Agora, cá pra nós...Daspu? É incrível o senso de humor dessas moças. Estão na merda mas ainda fazem piada. Só quero saber que mulher comum vai ter coragem de usar uma roupa dessa marca, com exceção das mães do Israel Nancyboy e do Amazonense.

Reinaldo, o Bruto