sexta-feira, 29 de outubro de 2004

ARNALDO BRANCO
Mais um tosco do Tonto




Também tem o blog do cara, o Mau Humor. Esse sujeito só podia mesmo ser indicação do Allan Sieber, é do mesmo jeito, totalmente perturbado. Vale a pena conferir!

Quem não sabe, vai saber agora: vou postar aqui no Buldozer também...

Os meninos me perdoaram por pequenos deslizes indies e resolveram me convidar a fazer parte dessa " adorável" família Buldozer. Confesso que fiquei muito emocionada....

Em todo caso,tenho o que diriam de " perfil" buldozer: sou tosca até dizer chega , tenho um senso de humor nada correto e coleciono histórias bizarras em minha vida

Vamos deixar de besteira e falar o que interessa....saca só como o mundo anda dark, para usar uma expressão dos moçoilos:

Funerária faz calendário com modelos em caixões ( fonte: Terra)

"Para desmitificar a morte e ao mesmo tempo fazer publicidade, uma funerária italiana fez um calendário com mulheres nuas que aparecem abraçadas aos caixões ou dentro deles.

(...)

O calendário chegará às bancas nas próximas semanas e, segundo informações, mostra modelos em poses ousadas segurando urnas funerárias, moças sorridentes com os seios à mostra dentro de caixões e outras abraçadas a eles com biquínis mínimos"

Essa revista será uma Playboy para os necrófilos...

quarta-feira, 27 de outubro de 2004

O tratorzinho está crescendo

Léo: dia 27 é o segundo aniversário do Buldozer...quiser mandar alguma coisa lá no dia, ou próximo...
Lomyne: tá, escrevo sim...
Lomyne (20min depois): Léo, acho q não vou escrever nada sobre o niver do buldozer...
Léo: Mesmo? Ok, mas pq?
Lomyne: porque não sei o que escrever e amanhã vou viajar, só volto em novembro... acho q hoje achei vocês importantes demais pr'eu ser capaz de escrever alguma coisa legal...
Léo: deixa de ser boba
Lomyne: ué, vc faz assim: no dia diz que eu não escrevo nada porque fiquei sem palavras, tá???
Léo: diz isso vc...
Lomyne: já comecei três rascunhos aqui, mas realmente acho q o blog já está bom demais para eu dizer alguma coisa... digo asism só pra vc: não deixe nunca de escrever...
Léo: não pretendo deixar não...valeu a força =)
Lomyne: tá, olha só, vou pensar se escrevo alguma coisa tá???? te mando por e-mail e você posta...

meia hora depois, Lomyne continua pensando:
Porra, que que eu vou dizer do Buldozer? O cara era meu leitor e só comentava por e-mail, tamanha a sua sutileza e educação... Daí ele trouxe mais uns amigos fodas que nem ele para escrever... Os caras são colunistas convidados no Abobra, que por mais idiota que seja em termos de público, são acessos numerosos... Estão no ar há dois anos, nunca pensaram em parar e eu torço para que não parem mesmo... Daí eu empaco de novo, não sai mais palavra daqui... Meu teclado está mudo...

Quer saber, foda-se, vou publicar assim mesmo, só com esses devaneios sem sentido e saibam, meninos, que esse é o meu jeito de dizer que amo entrar aqui e ver que continua sendo um blog foda, e para quem me conhece é fácil saber o que significa pra mim dizer que um blog é foda... E vocês são. Com certeza, muito melhores do que a maioria das pessoas, merecedores do volume de acessos que possuem e homens que eu tenho um orgulho do tamanho de um bonde de poder chamá-los de amigos, costumo até encher a boca para dizer isso!

Conclusão final ao reler isso: putaqueopariu, que post cafona... Eu definitivamente ando amolecendo, não sou a mesma de antigamente...

POST COMEMORATIVO

BULDOZER DOIS ANOS



É isso aí, pessoal. Dois anos atrás, em 27/10/2002, publiquei o primeiro texto desse blog. Grande merda, vocês pensam. É, eu também penso assim. Mas tem quem discorde:

De: Cida Abreu
Para: Leo Corbusier
Data: 26/10/2004 02:01
Assunto: Apresentação Cida no ENIL

Pessoal,

vou apresentar um trabalho sobre masculinidades em um congresso internacional na UnB e convido vocês para aparecerem por lá. Os textos analisados são do Leo Corbusier e o Allan Sieber. O resumo está aí embaixo:

COMUNICAÇÃO COORDENADA: LEGITIMAÇÃO E DESLEGITIMAÇÃO DE DISCURSOS NA CONSTRUÇÃO DE IDENTIDADES.

Coordenadora: Maria Aparecida Silva de Abreu
Faculdades Integradas da União de Ensino Superior Certo – UNICERTO


LEGITIMAÇÃO E DESLEGITIMAÇÃO: MASCULINIDADE EM CONFLITO.

Maria Aparecida Silva de Abreu
Faculdades Integradas da União de Ensino Superior Certo – UNICERTO

Leo Corbusier é um blogueiro de Brasília e Allan Sieber, um quadrinhista de Porto Alegre (atualmente mora no Rio de Janeiro). O que os dois têm em comum? Um, nos posts (como são chamados os textos publicados em blogs), e outro, nos quadrinhos, buscam, de forma “bem” humorada, legitimar e deslegitimar discursos que envolvem o mundo masculino. Leo Corbusier delimita, em um teste de sexualidade, quatro tipos de identidades masculinas e Allan Sieber aponta para o que seriam, segundo ele, quatro níveis de metrossexualidade, além de outros tipos masculinos, decadentes, sem moral ou espiritualidade. Usando como pressupostos as noções de identidade e de legitimação da Análise do Discurso, esta investigação pretende mostrar, em textos destes autores, os conflitos existentes entre discursos pré-estabelecidos do que seja a masculinidade e outros discursos, cada vez mais patentes, que propõem um novo status de masculinidade para o homem contemporâneo (mais sensível, vaidoso, politicamente correto), além da aceitação, sem barreiras, do homossexualismo. Agindo em direção contrária a essa nova possível identidade masculina e àquela historicamente aceita, Leo Corbusier e Allan Sieber se posicionam: eles legitimam, de certo modo, um discurso machista e a representação que se tem de homossexuais, mas reivindicam para si uma identidade diferente da do machão violento, do homem muito arrumadinho (metrossexual) e do homossexual assumido. Como é pertinente a uma pesquisa de cunho bibliográfico, a metodologia, aqui, se faz basicamente pela leitura dos textos em questão e pela reflexão sobre eles à luz dos conceitos discursivos propostos.


=> Quando fui fazer o trabalho, a coisa mudou um pouco, mas é por aí. A apresentação será na quarta-feira, dia 27/10/2004, as 11h

(nota do post: não interessa onde, editei mesmo e foda-se)

Sei que todos trabalham, mas espero lá aqueles que puderem ir . Será uma honra tê-los como platéia.

Abraços,
Cida


Pelo visto, esse blog tá virando alguma coisa (não entro no mérito se coisa boa ou não, é claro). Naturalmente, eu fico feliz de ter meu nome escrito do lado do nome do Allan, embora esteja consciente que eu não chego nem perto do nível de sucesso e escrotidão do cara. E foi uma interessante coincidência essa apresentação calhar com o aniversário do blog, depois dessa nem falo mais nada.

Quem esperava, nesse post, saber mais sobre o blog e não contava com minha preguiça, clique aqui e leia o "post comemorativo" do ano passado, do primeiro aniversário do Buldozer. Ele explica direitim quem somos, a que viemos, e porque raios continuamos a tocar em frente essa merda.

Ah, sim: eis o link para o texto que a Cida comentou, o "Qual a sua sexualidade, cara?". Vacilei não colocando ele dentre os "Melhores Momentos Buldozer", esse é bacana mesmo. Mas tá valendo. Boa apresentação para ti, Cida, e feliz aniversário pra gente. Agora ao que interessa - as novidades que vão passar a agitar esse blog:

1) Já estão avançadas as negociações para que a Priscila passe a postar no Buldozer também. Quem já frequenta o Unsexme sabe que a menina é chumbo grosso, bem o perfil daqui. Manda bala, Priscila!


2) Não pensem que me esqueci da nova seção, Buldozer Tiras. Tava parada por conta da preguiça mesmo, mas aguardem. Em breve, além de novas aventuras do Yellow, novos e eletrizantes personagens surgirão, como o Mago Amazonense e o Bailarino Metro.

terça-feira, 26 de outubro de 2004

PAPOS DARKS NO MSN - O Amazonense curte cunete!



Estava batendo papo com o Amazonense (o sobrinho do enrabador de espíritos) agora a pouco por MSN, quando o rapaz me veio com essa:

- [Amazonense] ...cunete kente é uma coisa realmente muito instigante. A primeira vez q uma namorada minha me pagou um eu pensei e falei pra ela: "...Caralho, ainda bem q tu naum tem um pau se naum eu te dava a bunda agora!!!". huaeuheaeuheahueahuea.
- [Eu] bah, fala serio
- experimente
- ja te fizeram cunete?
- sim
- tu curte?
- as vezes
- ja levou dedada?
- dedada naum, é coisa de metrossexual. Tu já?
- sei. Tu nunca me enganou amazonense...nopes
- sei sei
- tu faz 69 enfiando a bunda na cara da mulher ne? Enfregando o cu no nariz dela, pedindo carinho...fdp
- caralho velho, vc precisa experimentar formas hetero de prazer mais sagazes. Tu deve ficar só no papai e mamãe com bjo na boca. Sua maldita bicha
- chupe-me
- vc naum curte cunete. É um fresco
- posso fazer um post com esse dialogo?
- vira homem
- isso é sim?
- q tu ker com isso?? manda bala
- papo engraçado. Vai virar post engraçado
- é um fresco mesmo. Toda mulher adora o furico masculino. Principalmente se for peludo
- ja q vc diz...


Sabendo que o Amazonense curte cunete, o que eu deveria fazer com este rapaz?

1) Me afastar dele
2) Purificá-lo com óleo diesel em chamas
3) Chamar os Carecas da Asa Norte para dar uma corretiva nele
4) Matá-lo com chave de fenda e deixar o corpo boiando no lago Paranoá

Respondam nos comments.

Reinaldo, o Bruto

segunda-feira, 25 de outubro de 2004

O POÇO NÃO TEM FUNDO - sex toys de última geração



Pato vibrador sado-masô


Fonte: Ibest

"(...) Mas, na indústria do sexo, a Virtual Girl está a anos-luz da Realdoll, boneca que surgiu em látex nos anos 90, foi promovida a silicone e está sempre ganhando novos tipos de corpo, rosto, cor de pele, cabelo, esmalte e maquiagem. Sem intermediários, "para não encarecer o produto", a boneca só pode ser comprada no site da fábrica Abyss Creations, por US$ 6.499, fora a taxa de entrega, que varia de US$ 450 a cerca de US$ 800, dependendo do país. A Realdoll também costuma ser usada em filmes de Hollywood e já existe nas versões masculina (Charlie, um boneco bonito de corpo e decepcionante de rosto) e hermafrodita.(...) "A boneca tem feito sucesso, mas ainda está longe nas vendas do nosso produto mais popular, o vibrador Jack Rabbit. Muitas consumidoras não quiseram mais saber de homens de verdade depois dele", exagera Scott Stein, representante da fábrica California Exotic Novelties(...)"

A sexualidade humana é uma coisa realmente bizarra. Fico tentando imaginar a cara de um sujeito que tem a coragem de gastar 7000 dólares (o preço de um carro!) numa boneca de látex, para depois fudê-la em todas as posições. Ou então uma mulher que tenha desistido de homens de verdade, para poder se masturbar com vibradores do tamanho de um braço. Bizarro.

Mas tem uma coisa que eu não consigo imaginar: quem compraria uma boneca de látex hermafrodita? Ou um pato de borracha vibrador versão sado-masô? Bem , não sei porque, mas me lembrei agora do senhor Zed do Pulp Fiction...


Reinaldo, o Bruto

domingo, 24 de outubro de 2004

MELHORES MOMENTOS BULDOZER
Buldozer Corporation – Intervenção Federal no Rio de Janeiro

Leo Corbusier e Reinaldo, O Bruto comandam a Buldozer Corporation, empresa de engenharia apta a fazer desde pequenas reformas até grandes intervenções governamentais no espaço nacional. Apresentaremos aqui alguns dos mais ousados projetos desses intrépidos profissionais, que vêm dia após dia revolucionando a forma do homem encarar e transformar o espaço, com ousadia e coragem para propor mudanças significativas.

Nesta oportunidade, apresentaremos um projeto encomendado pelo Governo Federal para, em regime de urgência, acabar para sempre com os problemas habitacional e criminal no Rio de Janeiro:


Pôster de apresentação do projeto

O Ministério das Cidades encomendou, mês passado, estudo preliminar para um projeto completamente inovador em termos urbanísticos:

“Brasília, 28 de março de 2004

“De: Olívio Dutra – Ministro das Cidades da República Federativa do Brasil
“Para: Leo Corbusier e Reinaldo, o Bruto – Proprietários da Buldozer Corporation
“Assunto: Intervenção Urbanística no Rio de Janeiro

“Caros Senhores;

“Solicito, com urgência, estudo preliminar visando solução definitiva para os dois principais problemas que assolam a cidade do Rio de Janeiro, a saber:

“- A criminalidade exacerbada;
“- O problema habitacional;

“Atenciosamente;

“Olívio Dutra”


Era uma meta ambiciosa, porém factível. Elaborei pessoalmente o projeto, que deverá ser iniciado antes das eleições municipais deste ano e realizado em várias etapas:

1)Decretação do Estado de Sítio e ocupação militar da cidade do Rio de Janeiro

Nada de policiais militares com escopetinhas e trezoitinhos de seis tiros. As favelas cariocas serão cercadas com tanques, hovercrafts, navios e constantemente sobrevoadas por caças e aviões bombardeiros, além rodeadas por tropas, muitas tropas. Ninguém entra, ninguém sai, sob pena de morte. Qualquer ordem dos interventores deverá ser prontamente obedecida, sob pena de morte. Aliás, será declarada a Lei Marcial, e quem sequer olhar torto para um recruta será prontamente fuzilado. As favelas ficarão cercadas por uma semana ou duas, até começar a acabar a comida, só para os habitantes entenderem que o governo não está para brincadeira.

2)Evacuação completa das favelas:

Os invasores serão convocados a evacuarem as favelas. Um por um, serão revistados todos os 3 milhões de favelados que se encontram nos morros do Rio. Quem estiver com drogas, armas ou CD’s de pagode será prontamente fuzilado. Todos serão encaminhados diretamente para o Estádio do Maracanã, que será transformado em um campo de refugiados, onde todos ficarão estabelecidos provisoriamente. Quem tentar sair, já sabe. Para garantir que ninguém fique nas favelas após a evacuação, a Aeronáutica bombardeará todas elas, continuamente, por duas semanas consecutivas.


Não haverá mais qualquer favela no Rio!

3)Reconfiguração do relevo carioca:

Após a destruição das favelas, chegou o momento de acabar com os morros, para que elas para lá não voltem. Além disso, como todos sabem, uma cidade, para ser bem policiada, segura e confortável, não pode ter um relevo muito acidentado, deve ser bem plana, para possibilitar que com alguns poucos pontos de observação o governo possa controlar tudo o que acontece. Para isso, todos os morros cariocas serão dinamitados, e o material que os compunha utilizado para aterrar a Baía de Guanabara. Ali, na nova superfície de cerca de 300km², será construído um novo bairro. Nas áreas remanescentes dos morros, serão feitos rapidamente postos das forças armadas, presídios, tribunais marciais e delegacias, para efetivar a etapa seguinte do plano:

4)Eliminação definitiva do crime no Rio:

A destruição das favelas pode eliminar uma parcela do tráfico, mas seria ingenuidade acreditar que isso seria suficiente para acabar com os cartéis do crime na cidade. Haverá mais duas etapas na eliminação do crime carioca:

a)Contratação dos criminosos para a polícia:



Todos os meliantes que quiserem deixar o crime de lado e passar a integrar as forças policiais cariocas serão bem-vindos, e contratados sem exigência de concurso público ou frescuras do tipo: o único requisito será ter ficha suja. Essa idéia, proposta originalmente pelo famoso político polonês “Pai Ubu” na década de 80, certamente diminuirá a quantidade de criminosos na rua, dando a cada um deles um legítimo emprego público e promovendo sua reintegração social. Além disso, essa política trará uma grande tranqüilidade à população carioca, pois ela não terá mais dúvidas sobre quem deve temer.

b) Utilização dos novos policiais para formar esquadrões da morte:
Traremos especialistas da S.A.S. inglesa para treinar os “novos policiais” em técnicas de rastreamento e extermínio. Todos os criminosos remanescentes serão localizados pela nova força de elite, e enforcados nos postes da Avenida Atlântica, que passará a se chamar “Avenida da Justiça”. Traficantes, bicheiros, donos de bingos, jogadores de futebol vendidos, pagodeiros, gente que atravessa o sinal vermelho, ninguém será poupado da fúria do Estado. Os policiais de elite receberão por produtividade, e a pena para quem tentar subornar um oficial da lei será um mês de tortura com especialistas treinados em Guantánamo, antes da execução.

5)Assentamento definitivo dos ex-favelados


A Baía de Guanabara, hoje não muito mais que um esgoto a céu aberto, dará lugar a um grande projeto habitacional na Cidade Maravilhosa!

Após o término das obras, (que durarão, no máximo, dois anos), os ex-favelados serão removidos do Maracanã para o novo bairro, construído na planície recém-aterrada, onde outrora havia sido a Baía de Guanabara, e confortavelmente instalados nos seus novos apartamentos, em megaedifícios de oitenta andares. Para evitar que o crime se instale novamente no novo bairro, a Polícia terá acesso a todos os edifícios e cópias das chaves de todos os apartamentos, e, naturalmente, não preciso nem dizer qual será a pena para quem inventar de trocar o segredo da fechadura. Enfim, o Rio de Janeiro há de se tornar, definitivamente, uma cidade não apenas maravilhosa, mas plenamente segura, com ampla proteção do Estado. É a Buldozer Corporation e o Governo Federal mostrando, mais uma vez, como é que macho constrói o futuro de um país.


Perspectiva artística do futuro bairro carioca, onde milhares de novos policiais trarão uma nova realidade à segurança pública.

sexta-feira, 22 de outubro de 2004

Lauro Montana no Festival de Cinema de Brasília





Resolvi dar uma pausa nas reprises chatas de posts para uma notícia extraordinária (sic): nosso amiguinho Lauro Montana virou ator. Sim, é isso mesmo! O figura poderá ser visto no filme Sequestramos Augusto César, que irá estrear no Festival de Cinema de Brasília na categoria de filmes de 16 mm.



Lauro, interpretando "Marcão" (putz)


Pelo que li do roteiro, o filme vai ser uma tosqueira de fazer qualquer amante de trash movie pular da poltrona. No filme, Lauro interpreta Marcão, que segundo o script "é um pseudo-malandro. A principal diferença entre ele e os autênticos malandros é que suas idéias para se safar acabam piorando sua situação. Tem 28 anos e já se vira sozinho há um bom tempo, mas sempre está quebrado. Não tem muito contato com os pais, não anda muito arrumado. É medroso e assustado, embora tente fazer parecer que não". Resumindo: Lauro vai interpretar ele mesmo na tela grande. Se vai ficar engraçado, eu não sei. Mas a premissa é excelente.

O Festival de Cinema de Brasília vai acontecer entre os dias 23 e 30 de novembro. Não sei em que dia o filme do Lauro irá passar, mas até lá eu descubro e aviso por aqui. Quem quiser saber mais sobre o filme, visite o site oficial:

http://frenous.vilabol.uol.com.br/


Temos que reunir a galera em peso para assistirmos essa pérola. Quem topa?

Reinaldo, o Bruto

MELHORES MOMENTOS BULDOZER

(postado originalmente em 21/6/2004)


O MUNDO É DARK, MUITO DARK - halterofilistas gays





O Lauro (vulgo Yakon Zangief) passou a pouco aqui em casa para me fazer uma visita surpresa. Foi uma visitinha rapida, coisa de amigo mesmo: botou os papos em dia, comeu minhas balinhas e bebeu todo o café da garrafa térmica. Normal. Entre as novas, o figura me contou duas enrascadas em que ele se meteu (sem trocadilhos) com dois gays musculosos recentemente. Como essas historinhas têm a cara do Buldozer, vou ter o prazer de contar cada uma em separado...


O Faraó da festinha house


No comecinho deste mês, Lauro resolveu ir em uma festinha de house music no Conic, mais exatamente no Teatro Dulcina. Se você não é de Brasilia, algumas notas:

1)Conic é um shopping decadente aqui da cidade, que a noite abriga todo tipo de gente fina: prostitutas, travestis, traficantes e garotos de programa. Classe "A".

2) O Teatro Dulcina é um teatro que se situa no Conic e abriga um dos cursos mais famosos de artes cênicas das redondezas. Costuma ceder o seu espaço para festinhas alternativas (pop-rock, música eletrônica, etc).


Continuando...Lauro foi para a festinha com o intuito de se divertir um pouco. Afinal, era uma festinha de musica eletrônica que prometia muita mulher e entrada barata. A combinação perfeita (em tese)! Ao entrar, ele notou que o ambiente estava entupido de gays e lésbicas. "Merda!", foi a primeira coisa que pensou. Como ja estava dentro mesmo, o jeito foi se soltar e se divertir.

Estava o Lauro na pista de dança, tranquilo, quando de repente ele observa um cara gigantesto lhe encarando. O mal-encarado era uma montanha de músculos (porte de halterofilista!), usava roupas justíssimas e óculos escuros estilosos. Ao ver um cara deste tamanho lhe encarando, Lauro ficou com medo. Não deu cinco minutos e o fortão se aproxima. Ao ficar a um palmo de distância de Laurinho, o bombado tira os óculos escuros. Diz um "Olá, tudo bom?" e o Lauro olha para o rosto do figura. Ao encarar a fera, Lauro nota que o cara passou lápis nos olhos, deixando uma maquiagem a la faraó! Logo em seguida, Lauro nota mais duas coisinhas curiosas: o fortão estava usando um perfume fortíssimo (de fazer chorar!) e tinha a pele super brilhante. "O viado deve ter passado óleo mineral no corpo" pensou Lauro. Momentos depois, um diálogo super bacana se inicia:

- [Fortão, com cara de maníaco] E aí cara, beleza? Diz uma coisa: você não é o cara que fica na portinha das festas [nota: Lauro costuma trabalhar de porteiro em festinhas de Brasilia]?
- É...sou eu mesmo...
- Pô cara, que legal, adoro penetrar em portas! Adoro penetrar, PENETRAR, PENETRAR!
- [suando frio] É, bem...é so você pagar que você pode entrar na festinha, não?
- [cara de serial killer] NÃO! EU GOSTO DE PENETRAR, PENETRAR NAS PORTAS! Entende? Aí cara, sabia que eu gosto de caras grandes?
- É? Hmmmm...hã...eu gosto das baixinhas, sabe?
- Baixinhas? Tô ligado. Mas aí, quero sair com você cara. Quero sair daqui contigo. EU TE QUERO!
- Porra cara, tu quer me levar pra onde?
- Não sei, para onde você quiser...
- [engolindo em seco] Hã, seguinte...vou ficar aqui na festinha mesmo, beleza? Eu sou careta, não curto isso!

O anabolizado-faraônico coça o queixo, fazendo uma cara de quem não entendeu. Em seguida, pega no ombro do Lauro e pergunta:

- De boa cara, sem querer ofender, mas o que você quer dizer com careta?
- Careta? É...pô cara, eu sou hetero!
- Mas porra, EU TAMBÉM SOU HETERO! Mas não tenho preconceito, sacou? Topo qualquer putaria. Aliás, quem não topar qualquer putaria depois de 2005, é porque não sabe trepar! Hahahahahhahah (risada sinistra)!
- É mesmo? Porra cara, então te vejo em 2006!
- [cara de puto] Hmmmm...beleza então. Depois a gente se esbarra.

Em seguida o fortão sai de perto. Ao ouvir toda essa historia, pergunto para o Lauro:

- Putz, que maluco! Mas vem cá, o que ele, quis dizer com "topar qualquer putaria depois de 2005"? O que o cara tem com 2005?
- Sei lá. É alguma coisa importante para ele. Vai saber.
- [começo a pensar olhando para o teto] Imagina esse cara te comendo no motel e te dando murro na nuca, se olhando no espelho e gritando "fode ele Zed, fode ele Zed!". Hahahahahah! Ou então lambuzando o braço com margarina e te perguntando "aí grandão, curte um fisting? ME AMARRO!". E você no motel com o cu sangrando, fugindo do cara, hahahahahahaha...
- Pelo amor de Deus, para com isso! E pela cara de maníaco do camarada, duvido que eu saía vivo do motel.
- É verdade...




O Rocky Balboa gay





Semana passada, Lauro foi trabalhar de segurança no Conic em uma festa GLS. O local? Novamente o Teatro Dulcina. Como era uma festinha declaradamente GLS, Lauro ja se preparou para as tosqueiras que ele veria por la.

Chega no local pelas 20 horas, para acertar a grana do serviço e onde cada segurança iria ficar. Papo vai, papo vem e um segurança troglodita chega. O apelido da criança: Bombeiro. Lauro falou que o cara era muito forte, mas tinha um jeito de bobão, uma cara meio de mongol. "O bicho parecia o Rocky Balboa?", perguntei. "Isso mesmo. Melhor, uma mistura do Maguila com o Rocky Balboa!" Lauro responde.

Depois de cada um saber o setor que iria tomar conta, Lauro puxa o troglodita pelo braço:

- Aí Bombeiro, ta vendo aquele canto? Seguinte, entra muito penetra por ali. Tu vai tomar conta daquele pedaço, beleza? Não desgruda o olho de lá!
- [voz do Rocky Balboa] Ah ta...dã...pode deixar. Comigo é firmeza!

Nisso o Lauro foi para o setor dele, tomar conta das "moças". "Puta merda, era viado demais! QUE FESTA DO MAL!!!", Lauro me conta em desespero. Mas também, o que ele esperava numa festinha GLS? Enfim...

Depois de meia hora, Lauro foi dar uma sondada no recinto. Anda calmamente, oberva as "moçoilas" se pegando e anda até chegar no canto do Rocky Balboa. Ao chegar la, o Rocky não estava. Lauro ja fica puto e pensa em dar um esporro daqueles. Rapidamente chega o Rocky, todo esbaforido:

- Dãa, aê mano. Foi maus! Tive que ir no banheiro ne? Sabe como é...
- [Lauro, com cara de puto] Ta cara, mas se sair avisa! Você não pode deixar teu posto abandonado. Senão vai sujar pro meu lado.
- Ah, beleza. Esquenta não mano...dã...de boa!

Nisso, Lauro volta para o seu canto. Fica la observando o movimento e fazendo cara de mau, para nenhuma bicha chegar junto e amedrontar qualquer engraçadinho que quisesse confusão. Passados uns 20 minutos, Lauro resolve dar mais uma passeada pela festa. Ao chegar novamente no setor do Bombeiro, o cara não estava. Lauro grita:

- PORRA!!! ESSE CARA QUER FUDER O MEU LADO. BOMBEIRO, BOMBEIRO! CADÊ VOCÊ PORRA?

Logo se aproxima o dono da festa, que fala baixinho:

- Ah bicho, relaxa. O Bombeiro ta ali catando uma mina.
- Mina? Mas aqui so tem viado porra!
- É...mas estou falando DAQUELA mina [o cara aponta para um canto escuro]

Lauro olha para o tal canto, e vê o Bombeiro se agarrando com um travesti. "Putz bicho, o traveco era feio demais! Parecia o Didi Mocó vestido mulher. Dark pacas!", observa Lauro. Mas antes que o Lauro se recuperasse do choque, o dono da festa ainda vem com outra:

- Liga não. Bombeiro é viado mermo. Bicho até fazia programa, comia altos coroas aê. E ele sempre curtiu um traveco. Sempre.
- [embasbacado] Sério? Putz...

Para fechar, Lauro conta que todos os outros seguranças ficaram de boca aberta e mão no queixo, vendo o Bombeiro bolinar a "mina". Dark...

É obvio que tive que zoar:

- Ficou olhando com tesão de catar o Didi também?
- Va tomar no cu...

Reinaldo, o Bruto

MELHORES MOMENTOS BULDOZER

(postado originalmente em 4/5/2004)


MESA ORGULHOSAMENTE APRESENTA - Body fire




A MESA (Mustache Extreme Sports Association, saiba mais aqui) juntamente com a Buldozer corporation, apresenta um novo esporte radical que está sendo a verdadeira febre do momento: o BODY FIRE! Esse esporte, criado pelo brilhante presidente da MESA, o alemão Adolf Durchschlag, teve seu ultimo campeonato realizado na Tailândia, em abril de 2003. Neste compeonato em questão, apenas 2 dos 23 participantes iniciais conseguiram cruzar a linha de chegada, para o êxtase da platéia presente.



Atleta praticante de Body fire


Para quem nunca ouviu falar desse esporte, uma breve introdução: o Body fire consiste-se em uma corrida de 800 metros rasos com o corpo do atleta em chamas. Antes que alguem pense "ah, que moleza!", o Sr. Durchschlag fez questão de incrementar as regras do esporte, antes de lançá-lo com o selo de qualidade da MESA:

1) É obrigatório o uso de roupas confeccionadas com material sintético (poliamida ou tactel). Roupas com esse tipo de material derretem ao entrarem em combustão e logo aderem na pele do atleta, ocasionando um aumento da adrenalina no esportista.

2) O atleta deverá ser incendiado na pista de corrida, com o uso de petróleo apenas (gasolina e derivados é coisa para amador!). Atletas que ja chegarem em chamas na pista de corrida serão desclassificados.

3) A corrida será disputada em uma pista cascalhenta com os atletas descalços.

4) Aos atletas que cruzarem a linha de chegada - e somente a eles - será permitido o uso de um extintor devidamente posicionado ao lado do juiz da competição. Para aumentar a emoção e a competitividade do esporte, o extintor estará devidamente lacrado. Para abri-lo, o atleta deverá pegar um chaveiro contendo 30 chaves, do qual apenas 1 abrirá o lacre.

5) Qualquer espectador ou treinador que ouse apagar as chamas de algum atleta da prova será sumariamente executado pelos seguranças da competição.



O português Manuel Cabral, treinando Body fire no quintal de casa


Mesmo com regras tão rígidas, o esporte tem arrebanhado cada vez mais adeptos e fãs. Na ultima competição, chamada de "Bangcoc from Hell", a platéia entrou em delirio quando o grande campeão da modalidade, o americano Johnny Storm, cruzou a linha de chegada e simplesmente ignorou o extintor de incêndio. Também conhecido pelo carinhoso apelido de "Darkman" (por ser completamente desfigurado em virtude das queimaduras sofridas), Johnny preferiu dar uma volta completa na pista para agradecer o carinho da platéia, em vez de ter as chamas do seu corpo apagadas com o extintor da competição.



Johnny "Darkman" Storm, em sua ultima volta de agradecimentos


Mesmo agonizante e com a pele se desfazendo, "Darkman" recebeu a medalha de bicampeão das mãos do Sr. Durchschlag em pé e cantando o hino norte-americano. Morreu 2 minutos depois, sob a salva de palmas de uma platéia emocionada. Ao ver uma cena tão corajosa de um atleta dedicado ao esporte até as suas últimas consequências, Durchschlag apenas retrucou "que fresco, não aguenta nem uma chamuscada bestinha dessa!"



Johnny "Darkman" Storm no podio, comemorando o bicampeonato


Ja está marcado para dezembro deste ano o 5º campeonato de Body fire, a ser realizado no Zaire. Muitos atletas desse país africano ja estão treinando para a competição, utilizando-se de uma variante local do esporte conhecida como "colar africano" (coloca-se um pneu encharcado de gasolina em volta do pescoço e ateia-se fogo). Quem estiver interessado as inscrições estão abertas nos comments. Essa competição promete ser disputada!



ESSE POST TEM O APOIO DA:





Reinaldo, o Bruto

quinta-feira, 21 de outubro de 2004

Outro post velho ....
Este post teve uma grande repercusão não só aqui no blog mas em Brasília e aqui em São José dos Campos também. Já temos mais de 100 praticantes do esporte. O único problema é que precisamos sempre de novos atletas, pois a vida neste esporte é muito curta (literalmente).


Surfe na Pedra





Um dia conversava com uns amigos bigodes daqui de SJC (S.J. dos Campos) sobre como a mídia e os atletas pseudos banalizaram o termo "esporte radical". Hoje em dia um babaca qualquer pula amarelinha com havaianas, dá o nome de "body" alguma coisa e chama isso de esporte. O bom disso é que normalmente essas brincadeiras de criança que viram esportes idiotas têm somente uns 5 praticantes, daí qualquer gordo estúpido vira campeão mundial. Bem, mas não vou falar desses "esportes idiotas" pois isso seria assunto para um outro post.

Continuando a conversa sobre essas baboseiras, decidimos criar um esporte radical "de vanguarda", que voltasse às "raízes" desta expressão tão banalizada. Um esporte para ser radical deve envolver um alto grau de risco de morte. Foi então que alguém lembrou ter visto uma vez uns velhos gordos e barbudos aposentados e desocupados na televisão praticando uma coisa chamada de "surfe na pedra". A brincadeira consistia em correr um morrinho e ir descendo dando saltinhos estilos Gene Kelly (para os burros que não conhecem, é o cara do filme 'Cantando na Chuva'), que eles chamavam de manobras. Foi aí que resolvemos criar o verdadeiro Surfe na Pedra, com descidas "um pouco" mais verticais (entre 70º e 95º), onde houvesse um real risco de morte.


Atleta se preparando para a prática do Surfe na Pedra

No início, foi preciso fazer testes psicológicos nos participantes. Os que não passaram no teste foram logo qualificados para o 1º Campeonato Paulista de Surfe na Pedra. Bem, daí o sucesso foi imediato. Logo fundou-se um núcleo em Brasília, patrocinado pelo Buldozer e administrado por Reinaldo, o Bruto e Leo Corbusier. Desde então vários campeões surgiram (o cara da foto lá em cima, no começo do Blog, foi o primeiro campeão brasileiro). O Surfe na Pedra também se tornou o primeiro esporte oficial da M.E.S.A. (Mustache Extreme Sports Association) que conta com outras modalidades como por exemplo, o Body Suicide.

Aos poucos as pessoas foram praticando e criando novas manobras, cada vez mais ousadas. O problema é que os praticantes de algumas manobras acabaram se acidentando gravemente e não podem aqui dar o seu depoimento. É importante dizer que o esporte é praticado sem nenhum tipo de equipamento, para aumentar a "adrenalina" dos atletas. Veja abaixo algumas manobras, todas praticadas em paredões verticais:





  • Speed Way - Manobra mais simples. Consiste em apenas descer correndo o paredão vertical.
  • Double Spin Broken Neck - 2 giros de 45º sobre o próprio corpo (um giro para cada lado) e queda no chão quebrando o pescoço.
  • Vertical Superman - Pulo horizontal sem tocar nas pedras até chegar ao chão.
  • No Foot, No Hands - Variação da anterior, mas com um salto vertical.
  • Back Flip Kamikaze - Salto com giro de costas e seja o que Deus quiser.
  • Lay Down - Descer o paredão deitado, em decúbito ventral, arrastando-se sobre as pedras.
  • 720 Fallig Down - 2 voltas completas sobre o próprio eixo com queda paralela ao paredão vertical. O atleta pula, faz o 720 e deixa seu corpo cair.
  • Bone Stack - É a manobra mais radical. Pulo de uma altura superior a 300 metros em pé.
  • 360 Body Jump - O cara desce o paredão correndo e a cada 3 passos dá uma volta sobre si mesmo.
  • No Teeth - Variação no No Foot, No Hands com a boca aberta.
  • Oh My God - Deslisamento pelo paredão agachado até chegar no chão.
  • Oh My God Back Side - Semelhante à manobra anterior mas feito de costas.
  • Horizontal WTC - Manobra difícil que é praticada quando se tem 2 paredões perpendiculares, com uma pequena fresta entre eles. Pula-se do primeiro paredão até se atingir o segundo de frente, vira-se de costas e desce correndo o segundo paredão.




Manobra Bone Stack

Antes que algumas pessoas digam que o Surfe na Pedra é suicídio e que só sendo muito louco para praticar este esporte, é importante ressaltar que muitas pessoas conseguem realizar suas manobras com no máximo alguns ossos quebrados. O risco existe mas se fosse fácil não seria chamado de radical. Na verdade, essa fama começou pela simples coincidência do esporte nunca ter tido um bicampeão, mas isso não é devido ao esporte em si. Os campeões normalmente morrem após as competições, em hospitais, e não durante as mesmas.

Desde o dia em que surgiu, o Surfe na Pedra tem sido alvo de muitas críticas e perseguições por parte da mídia e de pessoas desinformadas. Mesmo assim, o esporte já possui um grande número de fans e praticantes. O último campeão mundial, Tony Rocks (1952 - 2004 - veja foto abaixo) já possui adimiradores em vários países e foi convidado recentemente a estrelar em um jogo para PlayStation 2 e PCs sobre o esporte.


Tony Rocks

Bem, mas agora você quer sabe como se tornar um praticante do Surfe na Pedra, não é mesmo? Vamos lá:

1 - Associe-se a alguma unidade da M.E.S.A. e solicite, junto a um treinador capacitado, a sua vídeo aula para iniciantes. A vídeo aula será entregue em sua casa após a confirmação do pagamento.

2 - Preencha o formulário de isensões penais, que exime a M.E.S.A. de qualquer responsabilidade pelas conseqüências da prática do esporte e onde você concorda em deixar todos os seus bens para a associação, em caso de óbito.

3 - O Surfe na Pedra é um esporte que não necessida de nenhum equipamento para ser praticado, apenas é recomendado o uso de calçados derrapantes (pode ser uma havaiana mesmo) para facilitar as descidas.

4 - Faça um bom plano de saúde e odontológico (você vai precisar).

5 - Defina a categoria em que você irá competir. As categorias do Surfe na Pedra são divididas de acordo com o terreno em que são praticadas. As mais comuns são o Saibro (no barro), Jungle (no meio do mato) e o On The Rocks (se você não sabe o que significa isso, então vai se fuder).


Saibro


On The Rocks


6 - Escolha um morro ou paredão alto e inclinado para iniciar o treinamento. No início pode ser algo em torno de 100 m e 70º até você ficar craque nas manobras e partir para algo mais radical.

Pronto! Feito isso você já é um membro da nossa extensa comunidade. Basta treinar bastante e ficar atento para os próximos campeonatos.


The Mustache Rider


terça-feira, 19 de outubro de 2004

MELHORES MOMENTOS BULDOZER


REINALDO, O BRUTO- ditador do Brasil


(postado originalmente em 9/12/2003)





Eu tenho um sonho. Tenho o sonho de ver o Brasil como um país desenvolvido, com um desenvolvimento tecnológico altissimo e dominando o mundo culturalmente. Tenho o sonho de ver o Brasil como um país de 1º mundo, exportando pão de queijo para os EUA, paçoca para Israel e tênis Kichute para o Japão. Mas, para que esse sonho se torne real, só existe uma maneira: EU como ditador do Brasil! "Mas por quê ditador?" , alguns podem estar perguntando. Bem, a explicação é simples. Não quero gastar vários anos da minha vida me filiando em partidos idiotas nem perder tempo ganhando nome em cargos politicos cretinos, como vereador e prefeito. Quero ser logo o presidente, e fim de papo! E foda-se essa merda de democracia e voto obrigatório.

Mas vamos aos meus principais planos de governo como ditador:

1) Eliminação de meus desafetos

Esse seria o meu 1º plano de governo. Eu mandaria capturar todas as pessoas que me encheram o saco ao longo desses anos. Nesse grupo entram as pessoas que tiraram onda com a minha cara com o intuito de aparecer, as pessoas que adoram dar bolo em encontros (ne Daniel?), os "amigos" que pegaram dinheiro emprestado e nunca me pagaram e os malditos malabares que pedem dinheiro nos semáforos . Depois de capturadas, eu reuniria todas essas pessoas na Praça dos Três Poderes, em um dia de sol muito forte. Em cadeia nacional, mandaria meus desafetos se despirem e se deitarem no chão com o rosto virado para baixo. Em seguida, mandaria um tanque de guerra passar em cima de cada um deles...lentamente. De fundo teríamos a música Hunting high and low, do A-HA. Eu, com meu uniforme militar a la Fidel e oculos escuros espelhados, olharia a cena impassivel. Depois de todos os meus desafetos terem sido esmagados (literalmente), olharia para a câmera de TV e diria:

- Cidadão brasileiro, não teste a minha paciência. O próximo pode ser você.

Para fechar a cerimônia, uma banda militar tocaria uma versão instrumental de Beat it, do Michael Jackson.

2) Castigo para todas as mulheres que me encheram o saco

Nesse time entram as mulheres que prometeram me dar o cu e não deram, as que me chuparam mal, as que se não se depilaram para trepar comigo e as que têm a buceta com gosto de queijo. Com essas moças, eu seria menos cruel. Capturaria todas e pediria que meu "desbravador da honra" violasse elas por semanas a fio, com direito a coito anal sem lubrificação e fisting. Para o cargo de "desbravador da honra" eu colocaria o Yakon Zangief com a fantasia do Tinky Winky, aquele Teletubbie roxo. O motivo da fantasia: o Yakon ja vestiu essa fantasia ridícula para um trabalho que ele teve a coragem de aceitar (ele explica nos comments). Como a fantasia lembra algo infantil, eu acho que seria uma boa idéia para causar terror psicológico. E como esse Teletubbie ficou com fama de viado, o Yakon faria o favor de masculinizar a imagem do personagem no subconsciente das vitimas. Perfeito.



Yakon, devidamente caracterizado


3) Criação de novas armas de destruição em massa

Todo ditador que se preze tem que ter um bom arsenal a sua disposição. Esse arsenal pode ser usado tanto para invadir algum país vizinho ou para ser testado na própria população civil. Com isso, contrataria craques no assunto, de preferência cientistas militares americanos e russos para a criação de armas com a cara do Brasil. Ja tenho até algumas idéias: destroyers com propulsão a álcool, bicicletas-bomba para ataques terroristas e Kombis de churros transformadas em baterias anti-aéreas. Isso sim seria um arsenal do mal 100% Made in Brazil.

4) Acabar com a superlotação das cadeias públicas

Resolver esse problema seria fácil. Eu, como ditador, invadiria algum país vagabundo, como o Paraguai ou Uruguai. Como pelotão de frente, eu colocaria presidiários equipados apenas com capacetes (de moto) e facões para invadir o país inimigo. Para deixá-los excitados para o combate, liberaria o consumo de cocaína e crack no front. "Mas porra, eles serão massacrados!", você pode estar pensando. Sim, o objetivo é esse mesmo. Além de eliminar mais de 80% da massa carcerária, eu também aproveitaria para testar o meu arsenal Made in Brazil, citado no tópico anterior. Uma idéia de mestre.

5) Criação de masturbódromos e Fucking machines

Como um bom ditador, adotaria a política do pão e circo para entreter o povão. Como o brasileiro se amarra em uma boa putaria, criaria duas formas de entretenimento do caralho (sem trocadilhos): o masturbódromo e a Fucking Machine. O masturbódromo seria nada mais que um barracão de madeirite com telhado de amianto. Dentro dele existiriam cabines para o punheteiro se esbaldar com a beldade que fosse fazer strip no palco central. Seriam apenas mulheres famosas, como Scheila Carvalho e Luana Piovani. A entrada no masturbódromo seria de R$ 1,50 e o tempo de permanência no estabelecimento seria de no máximo 3 minutos. Assim, o fluxo de pessoas seria bem alto e renderia uma boa grana. Tudo bem que o cheiro de porra ficaria insuportável, mas o povão que se lasque. Luxo não foi feito para o povão.

Por ultimo, teríamos a Fucking machine. Essa máquina seria exatamente igual a uma máquina de refrigerante, com uma única diferença: teríamos uma pessoa dentro, chamada de Fuckete. Ao inserir a grana (R$5,00), um compartimento na máquina iria se abrir e a Fuckete encaixaria a bunda. Feito isso, o cliente teria o direito de se divertir com aquela bunda por um tempo máximo de 6 minutos. A camisinha poderia ser comprada na mesma máquina, por R$2,00. Passados os 6 minutos, a bunda do Fuckete seria recolhida e o compartimento se fecharia com o auxílio de uma lâmina, para afugentar os clientes mais afoitos. As Fucking machines seriam colocadas em locais que tenham um grande fluxo de pessoas, como pontos de ônibus e entradas de hospital.

6) Educação sexual nas escolas

Todos nós sabemos que o número de adolescentes grávidas aumenta a cada dia em nosso país. Pensando nisso, o meu governo ja tem uma solução: a educação sexual nas escolas. Para evitar que esse monte de adolescentes acéfalos comecem a trepar feito cães, nada mais justo que eles tenham aulas de educação sexual desde crianças, de preferência a partir de 6 anos de idade. E nada de aulas babacas que ensinem como o pênis ejacula, ciclo menstrual, o desenvolvimento do feto e essas baboseiras que a criançada aprende na rua mesmo. A educação sexual em meu governo será mais direta e hardcore. Para acabar com a gravidez de adolescentes, incentivarei a pratica da masturbação e o lesbianismo entre as adolescentes. Para ajudar as adolescentes mais tímidas na arte de chupar uma buceta eu contrataria celebridades craques no assunto para algumas palestras, como as cantoras Adriana Calcanhoto e Simone. Para as aulas de masturbação masculina, eu contrataria apenas experts, como os fãs de Matrix e Senhor dos Anéis. Aliás, iria escolher um dia do ano para se comemorar o "dia da punheta". Nesse dia, eu escolheria uma escola primária e faria uma visita surpresa. Ao entrar na sala de aula, eu mesmo daria a aula de masturbação, com direito a uma demonstração explícita do ato. Logicamente que nenhum aluno poderia gozar antes de mim, pois seria executado no mesmo instante.

7) Alfabetização em massa da população

O analfabetismo é um dos principais entraves no desenvolvimento desse país. Com isso, o meu governo iria instituir colégios militares por todo o Brasil, com uniformes impecáveis e um metodo de ensino bastante rigido. Todas as crianças maiores de 2 anos seriam obrigadas a irem para a escola, com pena de 15 anos de detenção para os pais que não as matriculassem.

A reprovação de alunos não seria tolerada em meu governo. Se algum aluno fosse reprovado, ele automaticamente iria para os locais de trabalho forçado por um prazo de 10 anos, para ver o que é bom para tosse. Os pais que por acaso se rebelassem ou reclamassem, iriam juntos.

8) Linha férrea Brasília-Fernando de Noronha

Todo ditador que se preze tem que ter pelo menos uma obra faraônica para mostrar a onipotência do Estado. Eu ja escolhi a minha: a linha férrea Brasília-Fernando de Noronha. O objetivo dessa obra é ligar Brasília (a sede do meu governo) a Fernando de Noronha, o lugar mais bonito desse país. Seria a primeira linha férrea transatlântica do mundo! E para construí-la, nada mais justo que utilizar o trabalho forçado dos inimigos do Estado, como alunos repetentes, intelectuais pró-democracia, pseudo-intelectuais, malabares de semáfaro, indies e toda essa escória underground. Logicamente que eles iriam trabalhar em um turno de 18 horas por dia e sem equipamentos de segurança. O objetivo dessas medidas você ja deve saber: que eles morram mesmo. E falando em genocídio de presos políticos, tive uma idéia bem bacana. A linha férrea vai cruzar o oceano na altura das praias de Pernambuco, e vou planejar o início das construções nessa área na estação do verão. É justamente nessa época que os tubarões infestam as praias, e com isso, não haveria tempo para os cadáveres boiarem na água. E outra: os operários rebeldes e preguiçosos seriam "convidados" a tomarem um banho nas praias com algumas feridas abertas. Os tubarões vão economizar minhas balas pelo menos...



Reinaldo (ao centro) em reunião extraordinária no Palácio do Bigode


9) Apresentações excêntricas no "dia do ditador"

Eu quero ser um ditador que permaneça na memória dos brasileiros por gerações. Com isso, vou instaurar o "dia do ditador" em 28 de março (dia do meu aniversário), e irei fazer apresentações inesquecíveis em cadeia nacional. Algumas das idéias de apresentações em cadeia nacional:

- depois de fazer um discurso patriótico de 5 minutos, começo um show de sexo explícito com a minha primeira-dama, com direito a fisting, ball busting e tudo o que eu tiver direito. No final, digo que aquilo foi feito em homenagem aos heterossexuais do país e aproveito para chamar os câmeras para um segundo round de sexo com minha amada esposa.

- faço um discurso patriótico de 3 minutos e chamo o meu "desbravador da honra", o Sr. Yakon Zangief, devidamente vestido com a fantasia do Tinky Winky. Em seguida, mando entrar a atriz pornô Sylvia Saint, e digo que ela está no país como uma maneira de estreitar os laços diplomáticos entre o Brasil e o leste europeu. Terminado o meu discurso, ela veste uma daquelas calcinhas com uma pica de borracha e come o Yakon.

- ao entrar em cadeia nacional eu ficaria mudo e estático por 15 minutos. Depois, me levantaria e iria embora. Ao me levantar, as pessoas iriam notar que eu estaria nu da cintura para baixo.


Pois bem cambada, meus planos de governo são esses. Espero que gostem. Se não gostarem, bem, recomendo que comprem uma passagem para fora do país o mais rápido possível. Quando eu me tornar ditador, eu não vou ter muita paciência com meus desafetos...


Reinaldo, o Bruto


segunda-feira, 18 de outubro de 2004

MELHORES MOMENTOS BULDOZER
Poucos, hoje em dia, são os jovens idealistas, que colocam sua formação e suas vidas à disposição da melhoria do país. Fazemos parte dessa nata, e essa foi uma de nossas contribuições para o futuro do país, feita no começo desse ano. Enjoy:
Buldozer Corporation – O Represamento do Rio Amazonas

Leo Corbusier e Reinaldo, O Bruto comandam a Buldozer Corporation, empresa de engenharia apta a fazer desde pequenas reformas até grandes intervenções governamentais no espaço nacional. Apresentaremos aqui alguns dos mais ousados projetos desses intrépidos profissionais, que vêm dia após dia revolucionando a forma do homem encarar e transformar o espaço, com ousadia e coragem para propor mudanças significativas. Para começar, apresentaremos um projeto encomendado esse ano para acabar para sempre com qualquer possibilidade de crise energética no país:


Pôster de apresentação do projeto

O Ministério de Minas e Energia encomendou em janeiro estudo preliminar para um projeto ousado por parte do governo:

“Brasília, 05 de janeiro de 2004
“De: Dilma Rousseff – Ministra das Minas e Energia da República Federativa do Brasil“Para: Leo Corbusier e Reinaldo, o Bruto – Proprietários da Buldozer Corporation“Assunto: Geração de Energia Elétrica
“Caros Senhores;
“Gostaria que apresentassem estudo preliminar para uma solução definitiva para a segurança do abastecimento energético do país.
“Atenciosamente;
“Dilma Rousseff”


Rapidamente nossa equipe técnica começou a trabalhar intensamente durante dez minutos, após os quais já havia sido definida a estratégia para evitar que nosso país venha a algum dia a sofrer novamente uma crise no setor de energia: construir uma hidrelétrica na foz do Rio Amazonas. Apenas um geógrafo da equipe se opôs a idéia, porque o Rio Amazonas é um “rio de planície”, e o lago resultante do represamento inundará cerca de 30% do território nacional. Rapidamente dei um cala-boca no sujeito:

- Eu sei, idiota! Essa é a idéia!

Eis um resumo dos pontos positivos da intervenção:

1)O país gerará energia suficiente para atender às necessidades das Américas pelos próximos dez mil anos!
Raros são os governos que pensam estrategicamente e a longo prazo. Países xoxos como Dinamarca e Noruega fazem planejamento para a situação dos seus países nos próximos 20 anos. A Buldozer Corporation dá um banho de técnica nesses babacas, e mostra o que é de verdade planejamento a longo prazo, gerando energia elétrica de sobra e criando uma nova fonte de renda para o país que durará até o Juízo Final.

2)Criação do maior monumento do mundo!
A represa que conterá a hidrelétrica será construída encostada na cidade de Manaus, que será o receptáculo da queda d’água de quatrocentos metros de altura que movimentará os rotores da hidrelétrica, cuja barragem terá duzentos quilômetros de comprimento e quinhentos metros de altura, capaz de ser vista da órbita da Terra com muito mais clareza que a Muralha da China.

3)Criação de um belíssimo mar interno para o país!
Todo país continental que se preze tem que ter um mar interno: Estados Unidos e Canadá têm os Grandes Lagos, a Rússia tem o Mar de Aral, até a China tem um pedaço de mar que a separa do Japão. Agora o Brasil também terá um mar interno, o “Mar Amazônico”, que será o maior do mundo, motivo de orgulho para todos nós. Vale ressaltar também que a proposta tem um viés ecológico, vez que recuperará a natureza da região no período pré-cambriano, alguns milhões de anos atrás.

4)Solução definitiva para o problema das reservas indígenas!
Vamos finalmente reparar a injustiça a que vêm sendo submetidos os nativos brasileiros há mais de quinhentos anos, devolvendo-lhes definitivamente cerca de trinta por cento do território nacional, para que possam viver e prosperar: a superfície do lago! Ali, ninguém os incomodará, eles poderão morar tranquilamente em suas canoas e terão comida e água à vontade para consumir e serem felizes, como no filme “Waterworld”. Para disciplinar a situação e evitar abusos, haverá guardas florestais a postos para meter bala em qualquer um que se meta a desembarcar na margem.

5)Extermínio definitivo dos amazonenses!
A sub-raça mais inútil do país vai ser afogada e eliminada da face da terra, sendo seu imbecil estado de origem inundado e sua capital transformada em ponto de queda da cascata da barragem. Esquadrões da morte podem dar um jeito nos remanescentes pelo resto do país. De quebra, também vamos afundar o Equador, um dos países mais estúpidos que já surgiram no mundo.

6)Redução no consumo nacional de energia elétrica, e demais despesas do governo!
Como um terço do país vai ser inundado (e justamente aquele que não gera quase porra nenhuma de divisas para o país), vão sobrar mais recursos para investir em lugares que realmente servem para alguma coisa, como Cubatão, São Paulo, Rio de Janeiro, Alexânia, Cocalzinho, etc.

7)Ligação entre o Atlântico e o Pacífico!Chega daquela ligação tosca no Canal do Panamá, os oceanos Atlântico e Pacífico devem ser interligados por um canal de macho, e esse canal é o Mar Amazônico! Basta demolir um pedaço da Cordilheira dos Andes para passar a água e pronto, qualquer um vai poder pegar sua lancha em Belém e poder chegar a Tóquio, sem stress! A barragem terá elevadores para ginchar patroleiros até o nível do Mar Interno, e o comércio Brasil-Oriente se intensificará!

8)Brasília vai passar a ter praia!
Será feito um canal especialmente para trazer o mar à Brasília, para que ela possa passar a ser considerada uma cidade-balneário, além de capital do País. Palmas (TO) será preservada, em uma pequena ilha cercada pelo mar interno, protegida por diques em concreto armado de duzentos metros de altura.

Bem senhores, esse é o resumo do projeto. O governo já deu o “OK” e pretende executá-lo ainda no presente mandato. É a Buldozer Corporation e o Governo Federal mostrando como é que macho constrói o futuro de um país.

domingo, 17 de outubro de 2004

Para quem me criticou por ter republicado o texto "Porque resolvi virar playboy", só digo que ele continua a dar o que falar...sintam o naipe do e-mail que recebi essa semana:

E aí Leo, tudo bom?

Deve estar achando estranho em receber este e-mail mas li no seu blog a crônica do *Porque resolvi virar playboy* e, se vc me permitir, gostaria de comentar a respeito e também perguntar algumas coisa. Até vi que existe um e-mail (buldozer@gmail.com) para esse tipo de coisa, porém achei por bem escrever diretamente ao autor...

Primeiramente vou me apresentar. Meu nome é Rômulo, tenho 25 anos e sempre fui metaleiro de carteirinha. Filho de milico, estudei em colégio militar e fiz a escola de cadetes da aeronáutica. Acabei entrando na UnB e concluí o curso de Ciência da Computação (é, aquele do bando de nerds que ficava logo abaixo do departamento de arquitetura). Já tive o cabelão comprido, vestia só de preto e apavorava com as polêmicas camisetas do Slayer e do Pantera (que aliás tenho todos os CD's importados ainda por cima!) Era da galera dos "Dorme sujo" apesar de nunca estar fedendo. Ficava mais na minha curtindo um som no velho Walkman de fita - enquanto a playboyzada se exibia com os Discmans munidos de "anti-shock". Hoje sou funcionário do BB, trabalho na Diretoria de Tecnologia e tenho que ser um pouco mais apresentável no meu trabalho.

Comecei a ler a sua crônica e me vi um pouco dentro da mesma realidade. Por que ficar se relacionando com uma galera que se diz Cult, enquanto que a maioria é filinho de papai e dá uma de "poser" para parecer fudido? Já catei muito baú para ir pro colégio, e andava pra cacete da 204n até a UnB. Essa galera pedia que a mamãe levasse até certo ponto e depois prosseguiam andando só para dizer que também não tinham "arrego". Beleza, sei que tem os malucos que são fudidos mesmo... que batem rango no bandeijão pq não tem grana para comer no dog da entrada do minhocão.... enfim há gente de todo tipo. Existem as gordas feiosas que se olham no espelho e devem dizer "Ah, foda-se, sou gorda e feia, vou ficar escrota e me pintar toda com a cara branca e a boca roxa, botar um bute no pé e uma saia rasgada para causar impacto". Essa galera que fuma, dá pala de riso, faz uns comentários infames querendo tirar uma de pseudo-intelectual-pós-moderno, tem umas idéias de jirico (ou girico, não sei) e se entope com sangue de boi.

Tenho alergia a fumaça de cigarro (mas já fumei algumas vezes), não me amarro em encher a cara e vomitar debaixo de prédio muito menos em fazer caridade e dar uns pegas em mulé feia - não sou o Don Juan de fato, mas garanto o lanchinho (de bom nível) dos finais de semana sempre que possível. Realmente, as dorme-sujo são meio xexelentas face às patys... isso tenho que admitir.

MAS!

Não tenho a manha de me relacionar com essa galera do Nike-Shox-Pier21. Ouvir o povo do "Tuning" dizer que está arrumando o "Palio Bala" prá poder botar na pista e queimar o asfalto (hahahahaha, essa eh ótima). Chegar nas minas na balada e ter que pensar no que vai falar... afinal de contas se vc levar uma idéia massa o cerebelo da guria é capaz de explodir e ela acabar te respondendo "que legal" ou "bacana". Parecer o próprio incompreendido quando responde que não vai à Micarecandanga ( e que odeia música baiana ). Ser recriminado e até mesmo criticado por curtir um som pesado tipo Megadeth-Youthanasia e ouvir de um bando de bichas que aquilo não é música e sim barulho...

Solução (so far...)

Comprei uma moto do estilo Trail (XT 600 da Yamaha) que eu sempre curti e dou umas bandas na cidade, viajo para Pirinópolis e afins... toco numa banda que sou o mais velho ( e tenho que confessar que apesar do Dire Straits-Sultans of Swing e do Pearl Jam-Black sou obrigado a tocar Outro Lugar do Detonautas!!! ) ... jogo meu futz no arena às 2ªs feiras e como um bom nerd debulho meu Playstation2 sempre que sobra um tempinho.

A questão é que não deixei de escutar meus cd's de rock, não fico tirando onda de playba (tenho um carro até legal, mas sem frescuras) mas também não fico na idéia que os filmes do Tarantino são os melhores do mundo (a julgar por Kill Bill, que achei uma merda) e que todas as patys têm que morrer (afinal elas são gostosinhas e cheirosinhas) =]

Pergunta:

Vale a pena se juntar com essa playboyzada de Brasília??? Ir para boates e escutar tum-tis-tum??? Ser estereotipado pelas mulheres por não ser o próprio malhador da Companhia Atlética e ter o físico escultural???

Bom bicho, acho que é isso. Agradeço a atenção e peço desculpas se fui incoveniente em alguma coisa, pode ter certeza que não foi (nem é) a minha intenção. Reforço que realmente achei a resenha interessante e vou divulgar o texto para alguns amigos. Aguardo sua resposta.

Um abraço,

Rômulo Facuri

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The test of courage comes when we are in the minority.
The test of tolerance comes when we are in the majority.
-- Ralph W. Sockman
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PS. Já tive um Corsa com +ou- R$ 2.000,00 de som, o qual fui comprando aos poucos... apavorava a playboyzada com "Dead Skin Mask" do Slayer
PS2. Eu tenho um Nike Shox, foi presente da minha mãe (que sonha com um filho mauricinho)... na real: O Mizuno Wave é bem melhor e mais confortável, sem contar que excelente para correr - vale o investimento $$.
PS3. Na febre dos malandros da banda, criei um fotolog. www.fotolog.net/o_cimerio Dá uma olhada lá.
PS4. Também perdi grana no show do Blind Guardian =[


Rômulo, acho que esse foi o maior comentário de todos os tempos que já recebeu um texto aqui do Buldozer...só tenho uma coisa para te dizer, cara: você já virou playboy. O fato de não curtir "tum-tis-tum", como você diz, ou o de tocar em uma banda, não te isenta de pertencer à raça. Mas não se preocupe, é a melhor vida que tem.

Agora, esse comentário:

Neste texto o que percebi é que vc é uma pessoa sem personalidade e tb julga muito errado as pessoas e não procura conhecer as pessoas ... Eu mesmo convesava com o pessoal metaleira ... Mas, acho que tem uma banalização e modismo muito grande nesse grupo ... Playboy agora são alternativos tb por modismo ! Só acho que vc tá andando com as pessoas erradas ... Acho que tem muita gente legal que não é metaleiro e nem playboy ... Eu mesma atualmente não sou nenhuma delas .... É incrível como a sociedade influencia o seu jeito de ser e vc perdeu a sua identidade ... Se quiser conversar comigo pode mandar um email .... Beijos Claudia Fernandes ... Seja você mesmo que vc será mais recompensado ...

Pô, Cláudia, mas se o texto é justo falando sobre isso...quer dizer que eu tinha personalidade antes, quando me alinhava com os esquemas pseudo-cult, mas hoje, que faço tão somente o que eu quero, não tenho?

sábado, 16 de outubro de 2004

MELHORES MOMENTOS BULDOZER


TUPANZINE ENTREVISTA BULDOZER!

(postado originalmente em 17/05/2004)





Depois de muito tempo visitando o Buldozer apenas para falar merda nos comments, Israel Nancyboy resolveu finalmente nos convidar para darmos uma entrevista exclusiva ao Tupanzine (se você não sabe quem é esse cara ou o que é o Tupanzine, clique aqui). Após várias negociações, eu e Leo acabamos dando essa entrevista na semana passada, no buteco Barzão. Entre muita cerveja quente e violência verbal, mandamos bala na cena indie de Brasília e na pseudice reinante. Enjoy.

Legenda para ignorantes:
INB- Israel Nancyboy
RB- Reinaldo,o Bruto
LC- Leo Corbusier

INB: Por que raios vocês do Buldozer odeiam tanto os indies?

RB: Indies pensam que entendem de música. Indies acham que estão contra a moda. Mas, para falar a verdade, são apenas um monte de bichas, que vão para o Gates Pub de saia e adoram dar uns amassos com os namorados nas festas do Gas e Cochlar [famosos DJs alternativos de Brasília].

LC: É, e o que eu mais fico de cara é esse lance deles se acharem contra a moda, saca? Quando na verdade pagam grifes idiotas tão caras quanto qualquer M. Officer nas porras das lojas metidas a babacas que posam de alternativas no Conic. E acho muito idiota esse lance de idolatrarem qualquer merda que não faça sucesso, tipo, na verdade o gosto musical dos indies não tem nada a ver com a qualidade da música em si, e sim a repercussão. Pior que um puro idiota é idiota metido a inteligente, por isso que indie tem que morrer torrando no sol.

INB: Já notei que o famoso DJ Lauro Montana (vulgo Lauro Titicatana) é amigo de vocês. Como vocês podem andar com ele, se ele é o DJ supremo dos indies?

RB: Lauro é um caso raro de homem com falta de lógica. Sente só: o cara se veste como indie, é DJ de festas indies, vive em um bar indie, e é cercado por amigos indies, (com exceção, claro, da gente aqui), mas, por incrível que pareça, o cara não se considera indie! Dá para entender uma porra dessas? Mas tudo bem, apesar de loser e ser um come-ningas, eu acho ele gente boa.

LC: Mais incoerente ainda é que, com essa ficha toda, o Lauro gosta de mulher. Não que ele costume andar com elas, mas até onde sei, é um cara “straight”. Agora, conheço o Lauro desde antes dele virar indie, e grande merda, porque o Lauro já foi metaleiro, punk, rockabilly, comunista, niilista, clubber e sei lá o que mais. O fato, porém, é que essas mudanças são só de visual e de disco na vitrola. O Lauro é a mesma pessoa desde os treze anos de idade, o jeito dele não muda nunca. O Lauro, por dentro, é como o Jesse Custer: num universo em mutação, é uma das coisas absolutamente estáveis, daquelas que você pode confiar que continuarão exatamente do mesmo jeito.


O grande DJ indie Lauro Montana

INB: Vocês sabem que o Tupanzine já entrevistou o Lauro Montana, né? Vocês leram? Vocês gostaram?

RB: Sim, eu li a merda daquela entrevista. Não entendi uma linha sequer. Puta que pariu, eu acho que foi a primeira entrevista que li em que não existem perguntas...foram apenas dois losers sacaneando a cena alternativa loser de Brasília. Fala sério!

LC: O fato de eu estar respondendo à entrevista do Tupanzine não quer dizer que eu leia essa bosta. Se liga, camarada.

INB: Vocês do Buldozer se acham os fodões, né? Pois bem, seus metaleiros de merda, para onde vocês costumam sair nessa cidade? Se é que vocês saem dos seus quartos fedendo a porra seca...

RB: Saio para qualquer lugar que tenha: cerveja gelada, buceta e pizza de frango com catupiry. Esse negócio de ficar rebolando ao som de rock alternativo é coisa para leitor do Tupanzine e freqüentador do Beirute. Isso não é uma indireta pro Lauro, claro.

LC: Metaleiro? Aonde...não levo o menor jeito para ficar pendurando no meu apê posterzinho de cabeludo usando roupa de couro justa. Saio para onde tenha mulher. Ponto. E quanto ao cheiro de porra seca, não rola por aqui. Não sei que tipo de hábitos domésticos tem os indies, talvez eles gozem na boca do próprio pai, mas eu tenho higiene suficiente para bater punheta no banheiro e gozar no vaso.

INB: Vocês se ligam nas bandas alternativas de Brasília, como a Prot(o), ou Chantilly?

RB: Mermão, nem com uma arma na nuca eu escutaria uma banda chamada Chantilly. Isso é coisa de bicha. E já perdi um precioso tempo da vida ouvindo músicas da Prot(o). Essa banda é uma merda completa. Tomara que permaneça cult para o resto da sua existência, assim ninguém vai ser obrigado a ouvir essa merda na Antena1.

LC: Ouvi dizer que essa tal Chantilly é capitaneada por um DJ de techno...só por aí já dá para sacar o nível, eles devem é usar chantilly para lubrificar o rabo, e essas merdas que vocês do Tupanzine fazem. E eu não escuto nenhuma banda cujo nome é escrito com parênteses ou qualquer outra marca sem pronúncia, que nem aquele babaca do Prince, que uma vez inventou de trocar o nome por um símbolo idiota. Isso é coisa de panaca que quer chamar a atenção para compensar a falta de talento.

INB: Vão tomar no cu, seus metaleiros de merda! Tua mãe que faz fio-terra no teu pai usando chantilly, boiola! Mas continuando a entrevista...

RB: Vai continuar porra nenhuma, seu chupador de testículo! Meu pai não aceita fio-terra não, vá a merda... [Reinaldo pega um garrafa de Nova Schin e ameaça quebrá-la]

LC: [também apontando uma garrafa] : Peraí que eu já vou te mostrar quem é que faz fio-terra aqui, ô fã de Evanescence! Garçom, óleo de soja, por favor!

INB: Ok, ok sem stress, calma lá, calma lá...bem...hã...vocês acompanham os festivais do Senhor F?

LC: Senhor F? Que porra é essa?

RB: Senhor F é um coroa de bigode que é especialista em bandas alternativas...o cara gasta um tempo precioso da vida mantendo um site comentando sobre essas bandas merdas. Sempre rola um festival patrocinado por esse cara no Gate’s Pub, e olha só que coincidência maldita: esse cara é amigo do Lauro!

LC: E de onde vem essa merda de nome, “Senhor F”? “F” é de “fio-terra”?

INB: Não, seu estúpido, é o nome do cara, mesmo, Fernando Rosa. Porra, ô Leo, você não entende bulhufas da cena indie de Brasília, não sei nem o que eu estou fazendo aqui, puta merda!

LC: Se você que chamou não sabe, imagina eu, então? Eu estou aqui porque estou bebendo cerveja – que por sinal está quente - e jogando sinuca, em vez de perder meu tempo baixando MP3 de banda de garagem da Islândia com amplificador quebrado e guitarra faltando corda.

INB: Essa é pro Reinaldo: o que você tem contra os DJ’s Gas e Cochlar? Toda matéria que você detona a cena indie de Brasília, você menciona o nome deles. Pode explicar sem fugir da raia?

RB: Pô, cara, é simples. Esses caras são uns merdas, se acham os mestres da música. Teve uma festa que eu fui deles que os panacas tiveram a coragem de colocar a seguinte seqüência: Madonna, Funk como le gusta e marchinhas de Carnaval. Vá ser pseudo-intelectual assim nos cafundós da China! De boa, a galera de Brasília deveria boicotar esses babacas.

LC: Nos cafundós da China aposto que esse tipo de coisa é punido com bala na nuca. Mas enquanto existir cursos de ciências sociais na UnB, vai ter público para esse tipo de merda.

INB: Ah, mermão, cansei de entrevistar vocês, que não entendem porra nenhuma de música. Querem falar mais alguma coisa para os leitores do Tupanzine?

LC: Claro: vão se foder, seus bostas! Vocês de “indie” só tem o rótulo, porque de independentes não tem porra nenhuma. São uns viadinhos escravos de uma “moda-anti-moda”, que ouvem bandas escrotas, metidos que acham tudo uma merda, e cuja única novidade que comemoraram nos últimos dez anos foi a invenção do KY!

RB: Me chupem! E parem de ouvir essas merdas indies. Podia mandar vocês virarem homens, mas isso seria pedir demais.

Reinaldo, o Bruto

PS: essa entrevista será publicada no blog do Tupanzine (clique aqui) e no fanzine em breve.

sexta-feira, 15 de outubro de 2004

MELHORES MOMENTOS BULDOZER


SALAS DE CHAT- um mundo de dementes e perturbados
(postado originalmente em 29/10/2003, comemorando o 1º aniversario do Buldozer)



Antes de mais nada: também gostaria de fazer um post comemorando o aniversário de 1 ano da Buldozer. Mas como o Léo e a Rê ja fizeram isso com extrema competência, vou tocar a bola pra frente. Prefiro comemorar comentando um fato bizarro ocorrido comigo nesse ultimo sabado (25/10) numa sala de chat.

Para início de conversa eu gostaria de deixar claro que eu nunca fui fã de chat. É muito papo imbecil, muita gente esquisita e muita mocréia frequentando essas salas virtuais. Enfim, um precioso tempo jogado no lixo. Como estava de bobeira nesse ultimo sábado e não achava nenhuma pornografia interessante pela net resolvi entrar numa sala de chat, só para passar o tempo. Entrei no IRC na sala Brasília, pelo servidor Elogica. Puxei papo com várias meninas e entre vários "de onde tc? Qual sua idade? O que curte fazer?" uma tal de LIANA-AN puxa papo comigo. O papo que eu tive com essa criatura está para entrar no meu TOP TEN de esquisitices encontradas na internet. Infelizmente, esqueci de copiar esse papo e colar em algum arquivo de texto. Ainda bem que me lembro de boa parte da conversa. Entrei como Pet_Shop_Boy:

- (LIANA-AN) Olá. Adoro Pet Shop Boys! De onde tecla?
- (PET_SHOP_BOY) Teclo da Asa sul. Qual sua idade?
- Tenho 18. Tem foto? Tem Netmeeting?
- Não tenho Netmeeting, mas tenho foto. So mando se você me mandar a sua...

[logo em seguida ela me manda a seguinte foto]




Como vi três meninas na foto, fiz a óbvia pergunta:

- Ei, qual das 3 é você?
- Só respondo se você me mandar a sua foto!

Como a moça estava muito oferecida para o meu gosto, fiquei desconfiado. Tinha alguma treta aí. Para dar aquela sacaneada básica, mandei a foto de um trator (o logo da Buldozer). A menina não curtiu a brincadeira:

- QUE ISSO?? FOTO DE UM TRATOR?? Então fique sem saber quem sou eu...TCHAU!!
- [Fiz um draminha para recuperar a confiança] Peraí, mandei a foto errada. Calma, vou mandar a foto certa..
- Seu chato! Vou nessa...
- CALMA PORRA! Vou mandar agora a foto certa.

[Alguns minutos de silêncio. Fiquei sem mandar a foto, esperando alguma reação da garota. Logo ela volta]

- Cara, manda a sua foto não. Eu sou um moleque te zoando.
- Sério?
- É.
- Ah bicho, quase acreditei. Mas como você ia me enganar pelo Netmeeting se fazendo passar por mulher?
- Eu ia colocar a câmera em close na minha bunda e iria ficar dançando pra você. Tu ia cair que nem patinho. Minha bunda se parece com bunda de mulher.
- Ah ta...mas bicho, isso tá parecendo papo de boiola. Tu ia me mostrar tua bunda só pelo prazer de me zoar?
- É.
- Sei ñ, hein...
- Cara, pra falar a verdade eu estava atrás de um cara que me deixasse chupar seu pau.
- HEIN?? Tu é viado?
- Não, que isso. Eu curto mulher. Só queria chupar um pau. Tenho curiosidade nisso. Depois eu ia deletar isso da minha cabeça.
- Porra cara, tu quer dar a bunda, né?
- Não sei...mas isso é coisa de viado.
- E chupar pica é coisa de macho, né?
- Cara, só tenho curiosidade nisso, entende? Não tenho tesão em homem. Me amarro em xota. Só queria chupar um pau pra ver de qualé.
- Cara, vai ser foda tu achar um cara que deixe ser chupado e não queira te comer. Sem falar que boquete passa AIDS.
- Eu sei, cara. Por isso que estou com medo de fazer isso ainda. Bicho, tu é um cara legal. Pode quebrar meu galho?
- Hum.
- Cara....tu pode passar aqui em casa? Eu entro no teu carro e tu dá umas voltas enquanto eu chupo seu pau. Tu pode vir disfarçado! Pode ser? Vai ser rápido!
- Hahahahahahahaah...fala sério, mano.
- Pô cara, por favor! Eu não posso fazer isso com qualquer um, tem q ser um cara mente aberta como você.
- Eu sou mente aberta? Aonde? Não seria mais fácil tu pagar um travesti ou garoto de programa e chupar o pau deles?
- Eca! Isso é nojento! Eu queria um homem normal mesmo. Pô cara, passa aqui. É rapidão! Vem disfarçado de boné e óculos escuros. Não conto pra ninguém.
- Mermão, não sinto tesão em homem. Meu pau não vai ficar duro contigo. Logo, não vou gozar contigo...seria melhor tu ir atrás de um cara que tivesse tesão por isso!
- Pô cara, sacanagem...mas quantos centimetros você tem?
- Nunca medi.
- Mede agora. Dá um palmo?
- Puta merda...

Caí fora logo em seguida. O cara era perturbado demais para eu conseguir manter um diálogo dentro dos padrões da normalidade. Um cara que quer chupar pau e não se considera viado? Putz...comentei desse cara com o Yakon, que fez umas observações interessantes:

- Um moleque de 18 anos que mora na Asa norte e que chupar pica? E não se considera bicha? Deve ser indie!
- É verdade. Se bobear ele entrava no meu carro e pedia pra eu colocar uma fita do The Hives enquanto chupava o meu pau.
- Se vacilasse ele estaria usando uma camisa do The Who também...

Reinaldo, o Bruto

quinta-feira, 14 de outubro de 2004

MELHORES MOMENTOS BULDOZER

É, galera, está se aproximando o dia "B"...e enquanto não chega o dia 27/10, no qual vamos comemorar o segundo aniversário desse blog, aproveitemos o que de melhor já pintou por aqui em uma sessão de melhores momentos, especialmente para que os novos leitores entendam a que viemos (tosquear). Esse blog, na prática, lançou a idéia da Buldozer Corporation, e com estilo. Apresento assim a vocês esse estudo preliminar entregue ao governo dia 09 de janeiro de 2003. Não me perguntem por que o Ministério da Cultura o engavetou...são uns cagões mesmo. Com vocês,

A REVOLUÇÃO CULTURAL BRASILEIRA

Conforme anunciado anteriormente, o Ministério da Cultura, através da aviadadíssima figura de seu novo ministro, contratou os serviços da Buldozer Consulting Ltda. para formulação de uma nova política cultural para nossa nação. Considerando a diversidade das manifestações culturais de nosso país e a forma profícua como nosso povo produz diversas formas de arte, decidimos que algumas delas definitivamente não vão fazer nenhuma falta. Assim, elaboramos um longo e detalhado diagnóstico da situação cultural de nosso país (que certamente não vai interessar aos leitores da Buldozer, mas vamos publicar assim mesmo, através do tempo e quando der vontade), e, mais importante, elaboramos diversas propostas de políticas públicas para estimular o avanço cultural de nossa população. Apresentamos aqui as duas primeiras propostas, de baixo custo de implantação e forte impaco social:

Ação número 1 - OPERAÇÃO ÓLEO DE MAMONA - PURIFICAÇÃO CULTURAL:

Propomos ao Senhor Ministro da Cultura que, em primeiro lugar, promova uma espécie de cirurgia-geral na cultura de nosso país que, tão bela, vêm sido diuturnamente trasformada em merda. A operação Óeo de Mamona vem resgatar uma política de muito sucesso que foi aplicada nos anos noventa em nosso país: devem-se reunir os seguintes escritores, compositores, artistas e bandas: Asa de Águia, Belo, Chiclete com Banana, Chitãozinho e Xororó, Daniel, É o Tchan (antigo Gerasamba), Fausto Silva (vulgo Faustão), Glória Pérez, Huck, Júnior ( irmão da Sandy), Leonardo DiCaprio (não é brasileiro, mas podemos fazer uma cortesia para o povo americano), Netinho, Paulo Coelho, todo elenco masculino de Malhação e Rouge, e acomodá-los em um Boeing que será patrioticamente colidido contra o pico da Neblina, que a partir de então será lembrado não apenas como o ponto mais alto de nosso país, mas também como instrumento-mor da purificação de sua cultura. Deverão ser divulgadas na Internet, através do sítio eletrônico do Ministério da Cultura e o maior número possível de correntes de e-mail (no que contamos com a colaboração da sociedade civil), as fotos dos destroços do evento, para lembrar nosso povo de jamais novamente jogar as mãos para cima, dançar com passos ensaiados ou montar fã-clube. A essa altura, algumas observações merecem destaque:

a) Serão poupados os seguintes artistas, apesar de se enquadrarem nos critérios de seleção:
- Zezé de Camargo e Luciano, em troca de apoio político;
- Vando, para não despertar a ira da companheira Benedita e toda a sua base de apoio;
- Supla, por uma simples questão de nepotismo.

b) Sugerimos que seja usado para o evento o Sucatão, o famoso avião presidencial brasileiro. Isso representaria, além de mais um rompimento com o passado de ineficiência do Brasil, uma segurança a mais para o presidente e um incentivo para ele criar coragem e comprar um avião decente para a presidência (de preferência da EMBRAER). Não podemos correr o risco de que aconteça com o Sucatão o que aconteceu com o Rolls-Royce presidencial no dia da posse.

c) Seguindo o já anunciado modelo de gestão democrática e participativa do governo federal brasileiro, aceitamos sugestões de outros artistas para serem incluídos na operação. Há espaço de sobra no Sucatão, e os artistas serão empilhados nas dependências do avião presidencial ( a dinamite que será utilizada para garantir o sucesso total do evento vai no porta-malas ). As sugestões devem ser feitas no ROLO COMPRESSOR deste post, que dá acesso a nossa seção de comentários.

Ação número 2 - DEMOCRATIZAÇÃO DO ACESSO ÀS SEX SYMBOLS:

Alguns devem estar se perguntando porque, por exemplo, Júnior foi incluído na Operação Óleo de Mamona e sua irmã, que produz junto com ele as vergonhosas músicas que nosso povo é obrigado a consumir, não foi citada. Também devem estar se perguntando por que foram excluídas Vanessa Camargo, Kelly Key e tantas outras, o que será agora explicado. Pois bem: um dos elementos que melhor demonstra a desigualdade social de nosso país é a questão do acesso às Sex Symbols. Embora a mídia as exponha constantemente ao nosso povo como objetos de desejo, apenas ricos empresários e figuras influentes podem pagar os salgados preços que seus empresários (cafetão de puta rica é chamado de empresário) impõem para o acesso às suas vaginas. Pois bem, isso agora deve acabar: o povo terá acesso irrestrito às Sex Symbols. Serão instaladas em praças públicas de todo o país cadeiras de ginecologista com amarras, nas quais qualquer do povo, por apenas um real (R$ 1,00, seguindo a filosofia dos restaurantes comunitários), terá direito a dez minutos com a popstar que estiver à diposição ali. Deverão ser apreendidas para tal fim, a princípio: Adriane Galisteu, Carla Pérez, Eliana, Gabriela Duarte, Ivete Sangalo, Kelly Key, Sandy, Sheyla Mello, Sheyla Carvalho, Vanessa Camargo, Xuxa, todo o elenco feminino de Malhação, e também toda e qualquer mulher que seja ou algum dia tenha sido dançarina em programa de auditório - devendo ser dada prioridade total para todas as que um dia foram Paquitas. Essa política, além de promover justiça social democratizando o acesso àquilo que os publicitários usavam como instrumento de tortura refinada para o nosso povo, também aumentará a auto-estima e o bom humor do homem brasileiro (qualquer um vai poder contar para os amigos que já gozou na cara da Xuxa, já pensou?). A essa altura, algumas observações se fazem necessárias:

a) Hebe Camargo e Ana Maria Braga farão parte de uma versão itinerante do programa que visitará asilos de idosos em todo o país, ocasião em que haverá médicos de plantão e distribuição gratuita de Viagra;

b) Como o novo governo não é afeito a qualquer forma de preconceito, o programa também terá uma versão para os cidadãos homossexuais (baitolas), afinal viado também vota. Assim, figuras como Marcos Mion, o ator que fez o "Cigano Igor", Cléber "Bam-Bam" e Alexandre Frota serão amarrados em posição fetal e colocados à disposição em points gays de todo o país. É importante observar que, caso qualquer destes indivíduos demonstre prazer no tratamento, será imediatamente encaminhado á Operação Óleo de Mamona

c) As participantes da versão mais popular da operação, as Sex Symbols default, deverão ser encaminhadas antes do início das atividades em praça pública à equipe da Buldozer Consulting Ltda., para verificação dos parâmetros gerais, testes preliminares e controle de qualidade. A versão gay do programa será vistoriada pessoalmente pelo Excelentíssimo Senhor Ministro da Cultura, optando a equipe da Buldozer Consulting Ltda. por permanacer completamente fora desse processo. A versão do programa para a terceira idade será controlada pelo bombeador Bebeto, que se amarra em coroa e é a pessoa certa para controlá-las.

d) Esse programa também esta aberto a sugestões, que devem ser igualmente encaminhadas ao serviço ROLO COMPRESSOR. Não falta pessoas e cidades em nosso país para se implementar essa política.

e) O dinheiro arrecadado no programa será utilizado para, além de fornecer camisas-de-vênus para os trabalhadores não se infectarem com as milhões de doenças venéreas comuns em mulheres desse calibre, pagar o zelador do serviço, que dará banho na sex-symbol, a alimentará, tirará da chana delas com uma colher e vários baldes a porra que for se acumulando através dos cidadãos que optarem por não usar a camisinha e apontará uma arma para a cabeça dela para que elas malhem e contineum gostosas. Em caso de saldos positivos, o dinheiro será usado para efetivar políticas públicas e educacionais que evitem que as novas gerações de mulheres brasileiras achem que independência e liberdade sexual é balançar a bunda por aí e ainda achar que é artista.

f) A atriz Regina Duarte será encaminhada a uma versão especial do programa destinada a atender o público dos presídios cariocas.

Certos de estarmos cumprindo nosso dever patriótico, somos

Buldozer Consulting Ltda.

terça-feira, 12 de outubro de 2004

MELHORES MOMENTOS BULDOZER

Seguinte, figuras: dia 27 é o segundo aniversário do Buldozer. Em comemoração, vou republicar alguns dos posts mais bacanas que já pus por aqui. Para começar, o texto original do site, aquele que deu origem a essa tosqueira toda:Porque resolvi virar playboy, publicado originalmente em 27/10/2002.

PORQUE RESOLVI VIRAR PLAYBOY


Cansei.

Alguns meses atrás comecei a me tocar de que estava cansado dessa vida de “alternativo”. Muita encheção de saco, pouca compensação. A boa música vale a pena, é claro, bem como evitar papos idiotas sobre carros esportivos e times de futebol. Por outro lado, as patys que sempre desprezei começaram a me chamar a atenção, no momento em que realizei que as meninas ditas “alternativas” eram tão imbecis quanto, colocando apenas uma frágil máscara de “papo cabeça”. Aí pensei: foda-se; cansei de levar facada nas costas, ou, como diria Gabriel o Pensador: deixa de ser prego, é melhor ser o martelo, rapaz. Comecei cortando o cabelo (ia no meio das costas), influenciado à mudança também por um dos foras que tomei de uma menina que fui otário o suficiente para mandar flores (coisa típica de nerd, e que nunca dá resultado. Vai por mim, melhor mesmo é chamar para o motel, mostra muito mais atitude, mesmo que você leve um fora – melhor ter fama de filho da puta do que de otário). Mas esse não foi o motivo que me levou à opção de ser playboy.

Melhor contar a história direito. Seguinte: como quando era moleque sempre preferi heavy metal a balanço, acabei me alinhando com os esquemas doidos de Brasília. Por outro lado, como sempre fui careta, essa aliança nunca foi uma sintonia fina, mas uma simples afinidade. Naturalmente, isso não me impediu de virar um dito “metaleiro” – embora sempre tomasse banho, diariamente. Mais uma divergência, enfim.Crescendo mais um pouco, virei um legítimo gordocult – de concertos na EMB (Escola de Música de Brasília) aos shows de metal (passando pelas festas na casa do Rollemberg) sempre estive dentro de tudo que não fosse esquemão, e vivi anos assim. Acreditava piamente que estava vivendo bem, e minhas amizades tentavam a todo custo corroborar essa visão.

Ah, as amizades! Minhas incansáveis amigas! Parei de tentar comer elas, quando percebi que, apesar de reclamarem estar sempre sozinhas, não davam mole para absolutamente ninguém. Quando elas começaram a falar em arranjar um PA (segundo elas, “pinto amigo”, alguém para trepar sem compromisso) pensei: não vai ser o meu. Não que elas fossem topar, claro. O meu ponto não é esse, mas sim que percebi que, no espaço amostral da meninas alternativas com quem convivia, estava cercado de doidas. Pressupus que elas eram uma amostra significativa de um universo maior de mulheres problemáticas que, tão bananas quanto as patys, foram porém convencidas por suas famílias, desde pequenas, que eram inteligentes – detalhe: nenhuma delas é feia, muito pelo contrário. Estavam sozinhas porque queriam, apesar de reclamarem de solidão o tempo todo. Ininteligível. Coisa de mulheres alternativas.

A solidão é pretensão de quem fica escondido fazendo fita. Obrigado, Cazuza. Não é que essa bicha estava certa mesmo? Isso dá assunto para uma outra resenha, de qualquer forma, e o que interessa aqui são os motivos que me levaram à decisão de virar playboy. Ao contrário do que possa parecer, essa não foi uma resolução imediata, assim de uma hora para outra não...exigiu maturação, foi um processo relativamente lento. Comecei a notar, com o envelhecimento, algumas coisas simples:

- mulheres doidinhas, como o próprio nome diz, são doidinhas;
- as patys lavam muito melhor as partes íntimas que as doidinhas, o que faz o esporte oral muito mais agradável;
- embora as patys sejam em sua maioria frescas e otárias, você sabe bem o que esperar delas; as doidinhas, por sua vez, são de uma inconstância impressionante, começam a chupar seu pau e largam o serviço pela metade, é uma merda;
- Os ditos alternativos tem uma moda, que nem os plays; só que muito mais excêntrica – esses dias vi dois caras de saia na frente do Gate’s, aí pensei: nem fodendo que vou me vestir assim;
- Maconha é coisa de perdedor. Qualquer relaxamento besta do Osho dá mais barato que aquela merda;
- Sou alérgico a fumaça de cigarro, e se quiser me chamar de fresco, foda-se. Beijar mulher fumante é que nem lamber cinzeiro, e o pior é que elas acreditam mesmo que um Halls resolve tudo – aonde!
- Trabalho demais para nas minhas raras horas de folga beber Sangue de Boi, a vida pode ser muito melhor que isso.

A vida pode ser melhor que isso. É a frase que resume um sentimento que foi tomando a minha consciência, e quando vi, estava começando a playboyzar. A coisa foi acontecendo, sem eu me dar conta...tudo começou com um colega meu da faculdade, que sempre conseguia ( e consegue ) cortesias para as boates da cidade. Aí vale explicar um paradigma meu: EU NÃO PAGO MAIS DE DEZ REAIS PARA ENTRAR EM LUGAR NENHUM, NEM MAIS DE VINTE NA CONSUMAÇÃO, E FODA-SE. Só se for um esquema tipo internacional, uma banda muito bacana que chegue no Brasil, ou coisa assim. Por isso não estou direto nessas boates. Mas quanto às cortesias: esse meu amigo é um play até a raiz da alma, e super gente fina. Comecei a ir com ele às boates e perceber: opa! a cerveja aqui é cara mas sempre está gelada, e, ei – essa mulherada está para jogo!, coisas do tipo. Não que todas as boates sejam legais, a maioria é uma merda. Uma descrição de cada uma das que visitei pode ser vista no site, comecei com o texto Don Taco, e muitos outros virão. Mas mesmo a pior boate play é mais corfortável que os esquemas indie. Após essa apresentação ao mundo play, os fatos foram se sucedendo:

- quando tive que trocar as rodas do carro, troquei por rodas de liga leve;
- passei a comprar milhões de blusas polo, e algumas comisas de botão
- coloquei vidros elétricos e som com CD no carro
- torrei o saco de ouvir minhas amigas alternativas ficarem se lamuriando da vida. Ainda as amo, mas não as vejo com a mesma freqüência;
- Um dia desses, um amigo, também ex-metaleiro convertido ao mundo playba, aguardou comigo o mecânico que vinha tirar o meu carro do prego. Os assuntos da conversa: mulheres gostosas da faculdade, carro e som de carro;
- Viajei para Goiânia, e fui feliz lá;
- Fui feliz nas vezes em que fui ao Frei Caneca Draft. E o lugar é bem legal, aguardem resenha.
- Não tive problemas com os seguranças das boates play. Talvez por nunca mexer com a mulher dos outros e só gastar o que tenho no bolso.
- Conheci patricinhas gente fina, e mulheres indie super otárias. Percebi então que dei uma de babaca boa parte da minha vida. Apanhando que se aprende;
- Meus amigos fiéis aos esquemas indie começaram a viver o mesmo processo que eu, pensar as mesmas coisas. Então vi que não estava sozinho, e minha reflexões, se procediam ou não, ao menos tinham espelho e respaldo em outras opiniões parecidas;
- Percebi que as meninas indies ou vão acabar na siririca mesmo, ou vão virar lésbicas. Claro, é possível que elas estejam dando para os playboys e a gente nem saiba. À procura de carro, à procura de dinheiro, o lugar dessas cadelas era mesmo num puteiro. Bravo, Gabriel! É verdade...mesmo que seja uma verdade velada...!

Mas não pense que foi fácil assim. Na minha mente, eu não estava de forma alguma virando um playboy. Até então, havia resolvido tornar-me apenas um cara mais eclético. Tinha me tornado aquele tipo de sujeito que os playboys gostam de andar junto para não se sentirem tão playboys assim – o amigo doidão, que topa qualquer tipo de agito, dos mais underground aos mais xarope. Não que eu tenha em qualquer momento na minha vida sido um doidão de verdade – mas perto desses caras e os auto-falantes de seus carros rebaixados, me sentia o rei da contracultura. Já era o início do fim; contudo, os fatos que me fizeram tomar a decisão de ser um traidor do movimento (gíria de maluco, seja lá que porra de movimento for esse) se relacionam bem mais ao próprio submundo alternativo que às benesses da vida de playba. E foram coisas recentes.

Quando fiquei sabendo, pulei de alegria, e comprei, por trinta reais, o ingresso para o show da banda de metal alemã Blind Guardian, que em tese viria a Brasília. Gastei a grana, o show foi remarcado, cancelado e por fim o dinheiro não foi devolvido – e eu ainda ouvi desaforo do organizador do evento quando falei com ele por telefone (numa boa) pedindo meu dinheiro de volta. Amadorismo puro, até mais do que picaretagem, mas fiquei no prejuízo do mesmo jeito, fora a frustração da não ver a apresentação. Não que seja a primeira vez que um show é cancelado na cidade – mas é a primeira, que eu saiba, que o público sai no prejuízo. Isso quer dizer, meus amigos, que a tendência das coisas não é melhorar com o tempo, e sim o contrário. Como costuma dizer Momo Sumô - o poço não tem fundo.

Para confirmar a tendência, as casas noturnas indie da cidade cada vez se superam mais. Um dia alguém muito paciente – duvido que seja eu – vai fazer um histórico delas . Aqui, vou citar apenas o necessário. Como todos sabem, uma casa noturna alternativa em Brasília, com muito otimismo, dura entre seis meses e um ano. Mesmo assim, quando eu era mais moleque, sempre que alguém abria uma, tentava fazer um lugar bonitinho e com o mínimo de conforto, mesmo que fosse simples. Em geral, a turma do metal não tinha preconceitos em ir nesses lugares, e acabava virando uma zorra só, muitas vezes até legal, mesmo com pouca gente. Para citar exemplos, tivemos, entre outras, a Dreams (techno, quando isso era novidade), o Balacobaco (rock em geral, fechada pelas constantes batidas policiais), a Vlod (techno ainda era novidade), a Miqra (mesmo esquema) e, mais recente mente, o Jungle Brothers (bar-boate pop/rock, pequenino porém confortável).Todos esses lugares eram simples, mas nenhum era trash. Além disso, uma nota comportamental: a mulherada nesses lugares era bacana, conversava contigo numa boa, estava prá jogo e não tinha muita frescura não, era mais um lance de chegar junto tranquilo e partir para o abraço.

De uns tempos prá cá, nego começou a ficar louco e tentar arrancar a grana da galera sem investir nada. Tivemos o Porão do Rei (o lugar mais trash que já vi em minha vida inteira), e o Zip Bar (ou Zippy? Não lembro, e pensando bem, foda-se), que não cheguei a ver mas ouvi os comentários. Em ambos os lugares, a mesma coisa: lixão total – subsolos feios, fedorentos, abafados, imundos e com cerveja quente. Momo Sumô, à época, sentenciou implacavelmente: que mulher vai querer vir nessa porra? Só mesmo os góticos idiotas com a cara branca! Mas eu resisti bravamente: eu gosto desse tipo de som, que saco! Fui à mais nova boate trash de Brasília ouvir pop/rock velho: a Armagedon. Essa, como é nova, merece resenha à parte, mas só adianto que não volto mais lá, a não ser que eles consertem a parede, ponham a cerveja para gelar antes da festa e abaixem o preço das bebidas. Com tudo isso, porém, ainda resistia: vou continuar eclético!

O golpe de misericórdia veio de onde eu não esperava. Recentemente, comecei a frequentar as festas da First Cyber Café– loja de jogos em rede que inventou de abrigar festas indie com som de anos 80. Música boa, e eu pensei – esse lugar não vai falir nem fechar fácil, porque quem sustenta são os nerds que jogam Counter Strike. Festa na sobreloja é renda extra. Lugar simples e bonitinho, com sorteio de CDs, bebida gelada e atendimento razoável. Quando a pista cansava, valia ir ver os nerds jogando nos micros, alguma coisa pelo menos os caras fazem bem. Por outro lado, foi lá que descobri: o problema das minhas amigas não é só delas, mas das mulheres alternativas em geral – tão achando que regular mixaria valoriza as bundas xoxas delas. Fodam-se, se depender de mim vão voltar para casa sozinhas, por que eu não tou disposto a ficar puxando o saco de ninguém. Então eu ia lá para curtir o som, zoar mesmo, ia de galera e ficava xaropando o DJ Raí– é isso aí, bigode!!! Mandou bem!!! Passava calor e aguentava um estroboscópio amador que me irritava os olhos todas as vezes, mas mesmo assim estava lá. Da última vez, porém, traumatizou. Os caras feharam todas as janelas do lugar para evitar problemas com a síndica do prédio ao lado. Acharam melhor botar todo mundo para assar. Saí em dez minutos, biologicamente impossível para mim, sauna só com roupa de banho. Tava uns cinquenta graus no mínimo (quarenta é Belém do Pará, que eu conheço e aguento) Não pretendo voltar lá antes de instalarem um ar-condicionado bem pancada na pista – se é que eu volto. Comecei a escrever essa resenha no minuto em que cheguei em casa. E pensei:
FODA-SE ESSA MERDA. VOU VIRAR PLAYBOY DE VEZ!

Por que quem assina ponto valoriza cada minuto do seu tempo (parece o papo do PCO, mas o espírito é outro). Não vou perder mais uma única noite com esses esquemas furados. Acabou. Já perdi três quilos (só faltam agora 27). Comprei roupas (mais baratas, rico ainda não fiquei) no “Atol das Rocas”, inclusive mocassim. Já estou xaropando a mulherada, embora não consiga (ainda) ser tão cara-dura como uns playbas que conheço e já vi atuarem – mas chego lá. Já encomendei um carro novo, inclusive, em 24 “suaves” prestações...(metade do meu salário cada), com um kit de acabamento cheio de frescuras, conta-giros e o escambau.Comprei caixinhas de som “triaxiais” (seja lá o que for isso) para colocar no carro novo, e com o tempo a coisa vai melhorar ainda mais. Dizem que o pior playboy de todos é o ex-metaleiro. Só posso dizer uma coisa: É VERDADE!

Léo

Na época, esse texto gerou uma polêmica bem bacana, por e-mail, entre as pessoas que o leram, no caso, nossa turma de amigos, que trocávamos tosqueiras via lista de discussão. Publiquei integralmente a discussão, o que só serviu para colocar mais lenha na fogueira e aumentar a tosqueira. Foi nesse momento que o blog, originalmente meu, ganhou seus demais membros e se definiu como uma ferramenta verdadeiramente voltada para a crítica mórbida e destrutiva, como vem se mantendo até hoje.