segunda-feira, 1 de março de 2004

Faça você mesmo - Parte 2


Seguindo um conselho de um Post, entrei no site Mundo Perfeito e fui em Gerador de Textos. Fiz uma letra dos Tribalistas (que tem o pior pseudo, mestre da merda - Arnaldo Antunes - Antunes de anta mesmo) e uma crítica literária. Vejam qual foi o resultado.

A Imbecilidade Mercadológica de Adolescentes New Indies de Paulo Coelho

Não foi má-vontade - peguei o livro com Destreza . Juro que tentei conter minha espinha no pinto . Mas logo nas primeiras páginas constatei que os Sabonetes desequilibrados de Paulo Coelho jogavam a trama num clichê Realismo sem precedentes. As Valkírias é tão atraente quanto a bunda do Dalai Lama . A obra se vale da loucura do leitor, que só consegue chegar ileso ao final da história se acreditar que Os Indies gostam de mulher
Mas vamos nos perguntar numa análise detalhada: os personagens, por exemplo parecem ter saído de um Dostoievski distorcido chegado a Um viado que se faz de bruxo para pegar no cabo da vassoura . A história é, do começo ao fim, a imbecilidade mercadológica de adolescentes new indies - e o desfecho, até para os corações mais bondosos, não passa de idiota . Mesmo quando remete a Lauro Montana , o livro o faz de forma medíocre. Paulo Coelho faz parecer que um Sidney Shadom escreve. E, ao mesmo tempo, faz Kafka rolar no túmulo.
Não há formas de ser condescendente: o sofrimento que a personagem principal exala deixa um perfume fútil em todas as páginas cagando um muro de obtusidade que macula de forma grotesca qualquer forma de literatura.
Conselho: se você encontrar As Valkírias nas prateleiras, não hesite, fuja.

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Todo mundo no mundo
por Arnaldo Antunes

Faço sabonete no sumatra seco
Divino talhão
Ninguém é de todo mundo no mundo

Bis

Seja em Catolé do Rocha, Roma
Vamos dormir, Vamos sair
Lagarta lívida lives here
Vamos dormir, vamos sair
Amor de filho, desmundo!
Girou a Terra, a terra de Lúcia
Vamos dormir, Vamos sair
Boneco bizarro, na bola


Repita 102 vezes até você ser deportado.

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Novela do Manuel Carlos:

Helena, a lobotomizada - Cena 12654

Moon River como trilha incidental. Helena está fazendo cooper Ponto 7, em Copacabana quando acidentalmente se encontra com Luciana. Na mesma hora ela pára e olha com ódio para a rival. O embate é inevitável.


Helena:

- Vagabunda! Você ainda tem coragem de morar aqui no Rio depois que foi pêga cantando o Carlos num um hotel barato?


Luciana:

- Alto lá! Ele é quem estava me cantando. Aliás, até me convidou pra ir pra Veneza com ele. Isso depois que me disse que O espirro é a sensação mais próxima do orgasmo...


Helena (aos prantos):

- Mentira! Agora só falta você inventar que existe Viadagem, Pseudisse, Existência de Indies e Eurico Miranda no Rio. Pensa que eu sou boba?


Luciana:

- Que mentira? Mentira é o seu casamento. O pobre do Carlos precisa encher a cara de Hi-Fi para te agüentar.


Helena (aos prantos):

- Escuta aqui: eu não investi em um sex shop, em um implante de silicone e em toda espécie de futilidade para perder meu homem para você. Você acha que é fácil ser protagonista do Manoel Carlos?

Helena tira uma faca do meio do decote que generosamente mostra seu novo implante de silicone e aponta a arma para Luciana. Ao fundo, sol se põe Ponto 7, em Copacabana. Sobe Moon River.


Por Igor, The Mustache Rider