sábado, 1 de novembro de 2003

Góticos - um câncer na sociedade



Um dia desses estava conversando com Mr. Burt "Mustache" Reynolds no ICQ e comentei sobre este post que iria escrever e sobre a sua motivação: eu ODEIO góticos. Ele imediatamente me perguntou o porquê e até eu mesmo tive que buscar na memória fatos do passado que justificasse esse ódio que, de tão enraizado na minha alma, tornou-se algo inato, intuitivo, óbvio e natural.

Até meados de 1992 era uma pessoa feliz, com meus amigos "normais" (tudo bem que alguns viraram playboys, mas continuam gente boa) e escutando música decente. Foi no ano seguinte que aconteceu a merda. Quase que por acaso, no mesmo ano em que fui estudar no La Salle, conheci os primeiros góticos da minha vida. Daí foi como um câncer, um mal que só aumenta sem controle.

Nesta época a vida de um gótico típico era ouvir as bandinhas chatas deles (todas são iguaizinhas, independente da banda, todas bem deprês, mesmo vocal, mesmas roupas aviadadas, mesma falta de talento na guitarra, baixo e bateria, etc), usar aquelas roupas igualmente deprês, ler poesia deprê (e não entender nada do que elas querem dizer) e ir aos lugares públicos contaminar a atmosfera com sua melancolia patética e deprimente.

Assim como as bandas que ouvem, os góticos também são todos iguais, mesmos atos, mesmos gostos e mesmas roupas. Uma vez (quando tinha uns 9 anos) li uma estória numa revista da Mônica onde ela abria o seu guarda-roupa e só tinha um monte de vestidos vermelhos. Imagino assim também um gótico: um guarda-roupa cheio de roupas pretas, num país tropical, onde rola um puta calor a maior parte do ano, mais um dos contra-sensos deste povinho.

Aliás, gótico é a pessoa que realmente acha que o Brasil é a Europa. Tudo bem, quem me conhece pode dizer que eu também já tive um sobretudo, mas porra, eu só usava a noite em dias frios e não em dezembro ao meio-dia com quase 40 graus na cabeça. Ridículo! Existia um zine na metade dos anos noventa de um gótico palistano que morava no Gama (Atmosphere era o nome do tal zine) que era um espetáculo de mau gosto (talvez de propósito). Uma vez li neste zine uma poesia deste tal paulistano onde existia um verso EXATAMENTE assim (nunca me esqueci):

" E quando a neve bate na janela do meu quarto, parece seu rosto pálido numa noite de lua cheia ..."

Hahaha, puta que pariu! Neve no Gama? No coments.

Observando este povo, com um olhar quase científico, notei que os góticos são formados por pessoas que têm como objetivo serem notadas pelos outros por uma extrema carência afetiva. Eles também são dotados de uma absurda falta de personalidade, pois se vestiam e se comportavam todos iguais à bicha do Robert Smith (vocalista daquela merda de banda chamada The Cure, que na verdade deveria se chamar The Desease). Porra, até batom os góticos usam, não as minas mas os "homens" mesmo. Puta que pariu, eu posso ser antiquado mesmo mas nem a pau acho homem usar batom uma coisa normal. Pra mim isso é coisa de viado mesmo. Foda também era o gelzinho pra deixar o cabelo daquele jeito. Bosta ! Se o Robert Smith usasse vestidinho rosa, lá estariam todos os góticos assim.

Outra prova de que na verdade o que eles querem é atenção é que eu já vi uns góticos que ficavam normais num canto e, ao menor sinal da aproximação de alguém, abaixavam a cabeça e ficavam com todo aquele jeito de deprê para que os outros tivessem pena deles.

Para mim também é igualmente estranho entender que alguém queira ser infeliz, queira sofrer, goste de se fuder na vida. Isso vai contra todas as leis de sobrevivência e evolução de qualquer ser-vivo, um caso raro a ser estudado. Os caras até achavam o máximo que covardes babacas (como o igualmente viado vocalista do Joy Division) se matarem sem mais-nem-menos, super cabeça fraca.

No aspecto sexual é que as podreiras eram maiores. Esse mundinho gótico era uma putaria só, todo mundo comia todo mundo e todo mundo traía todo mundo com todo mundo, o maior suruba. Não vou citar nomes para não baixar o nível do blog, mas alguns aqui devem conhecer algumas histórias (tipo: mina que namora com pessoa X e deu para gótico deprê que escrevia poesias ruins no área de serviço de uma casa no setor de oficinas durante festa deprê). Isso foi uma das coisas que mais levantaram minha ira contra essa raça ruim do inferno (literalmente). Tinha até um grande amigo meu, super gente boa, inteligente, honesto, etc e tal que gostava de uma mina (gente boa também, mas gótica - blargh!) mas ela só pisava no cara, ria dele nas costas e coisas deste tipo.

O momento mais engraçado no mundo gótico foi o "Grande Dilúvio" - ou: como os góticos viraram clubers. Tudo começou com a Vlod (antiga boatezinha tecno de Bsb, quando isso ainda era novidade). Concordo que aí houve uma grande evolução, as roupas mudaram bastante e a depresão deu lugar a outros tipos de comportamentos. Não foram todos os góticos que passaram pela "digivolução", mas os que passaram se salvaram daquele poço sem fundo. Nâo que eu ache legal ser cluber, mas isso é bem melhor do que ser um verme podre (se um gótico ler isso entenderá como um elogio). Muitos góticos foram arrastados no dilúvio e muitas transformações aconteceram: a quantidade de discos deprês nas lojas do Conic aumentaram (pq eles vendiam desesperadamente esses discos), os pôsteres de cantores gays foram rasgados, as caveiras jogadas fora e alguns raios de sol já apareciam na janela. Até o ídolo dos caras, sempre o Robert Smith, desmentiu que era gótico, talvez também passando por esta metamorfose. Patético.

Alguns góticos continuam góticos e para estes só desejo que suas expectativas interiores se concretizem logo e eles morram de uma vez por todas. Passei por este período, convivendo no meio da podridão sem nunca ter me corrompido, sem nunca ter comprado um CD do Systers Of Mercy (que nome mais boiola também), mantendo sempre meu grau de masculinidade e saniedade.

Tinha muito mais para falar sobre este povo, mas deixo o resto para a detonação geral nos esmagamentos.

Igor, The Mustache Rider.